Ambiente festivo e busca de harmonia em festa da independência malaia

KUALA LUMPUR - Milhares de pessoas seguiram hoje os desfiles na Dataran Merdeka (Praça da Independência) de Kuala Lumpur para comemorar o 51º aniversário da criação da Malásia, em um ambiente festivo e no qual se ressaltou a unidade religiosa no país.

EFE |

As celebrações, com desfiles de estudantes e paradas militares, começaram após a chegada dos monarcas, Tuanku Mizan Zainal Abidin e Tuanku Nour Zahirah, e do primeiro- ministro, Abdullah Badawi e sua esposa, Jeanne Abdullah.

O Chefe de Governo, em sua mensagem por ocasião da data festiva, mostrou sua confiança em que os obstáculos enfrentados pelo país possam ser superadas se o povo malaio "permanecer unido e trabalhar junto com decisão firme".

Entre as cerimônias por causa do aniversário, cerca de 300 líderes religiosos de várias crenças se reuniram no sábado na capital em reunião patrocinada pelo Ministério de Unidade, Cultura, Artes e Herança.

Abdullah Badawi declarou, segundo o jornal "The Star", que essa reunião representa "um momento histórico para todos" e que cada ano deve se repetir um evento similar, "um modo perfeito para fortalecer os laços entre os malaios (...)".

Enquanto o primeiro-ministro ressaltou a unidade religiosa, este aniversário da independência do país do Reino Unido se produz perante o retorno à atividade política do maior rival do Governo da Malásia, Anwar Ibrahim.

Anwar, detido e cessado como vice-primeiro-ministro em setembro de 1998, retornou ao Legislativo após ganhar nas urnas a cadeira vacante do Estado de Penang, e com a promessa de impulsionar a oposição ao poder.

A vitória eleitoral do líder do Partido Justicialista Popular (Keadilan) aumentou o clima de descontentamento no seio da Organização Nacional para a Unidade Malásia (Unmo), a legenda liderada por Abdullah Badawi, e que governa o país há meio século.

Todas as críticas que surgem desde dentro da organização são dirigidas contra Abdullah, a quem culpam do revés que a coalizão governamental sofreu nos pleitos gerais realizados em março, e da perda de competitividade registrada pela economia frente a outras da região asiática.

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