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Ambientalistas obtêm 2.500 assinaturas contra uso do arminho pelo papa

Roma, 13 ago (EFE) - A Associação Itália para a Defesa dos Animais e do Meio Ambiente (Aidaa) recolheu em pouco menos de um mês mais de 2.500 assinaturas pela internet para pedir ao papa Bento XVI que renuncie a usar peças com pele de arminho.

EFE |

A Aidaa apresentará ao pontífice, no final de setembro, uma carta acompanhada das assinaturas que começaram a ser coletada em 21 de julho no site www.firmiamo.it/papasenzaermellino.

Nessa carta, o presidente da Aidaa, Lorenzo Croce, explica que a "pequena e significativa renúncia pessoal" por parte do pontífice se transformará em um "forte sinal para a tutela dos animais e do meio ambiente".

Nestas semanas, cidadãos italianos e estrangeiros assinaram o pedido, e alguns deles acompanharam sua adesão com um comentário.

"Existe uma diferença entre nutrir-se e enfeitar-se. Jesus Cristo saciou materialmente e espiritualmente os homens, mas lembre que o único 'adorno' que usou foi uma coroa de espinhos e um manto que colocaram nele para humilhá-lo", escreve um dos signatários.

Por outro lado, outros aconselham Bento XVI a seguir a tradição papal, mas usando peles sintéticas.

Desde o começo de seu Pontificado, o papa recuperou do vestuário papal peças como o camauro, um gorro de veludo com pele de arminho branco que os papas usavam no inverno.

Outro dos complementos que o pontífice recuperou é a chamada mozeta, vestimenta muito habitual entre os cardeais, e cuja versão de inverno é em veludo e com arminho.

Até agora, o Vaticano não respondeu a nenhum desses apelos. EFE ccg/db

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