Amazônia perde 197 km² de floresta entre fevereiro e abril, diz INPE

Rio de Janeiro, 2 jun (EFE).- A Amazônia brasileira perdeu 197 quilômetros quadrados de floresta entre fevereiro e abril deste ano, área 90,1% inferior à devastada no mesmo período do ano passado (1.

EFE |

992 quilômetros quadrados), informou hoje o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Segundo o INPE, o número - que corresponde a uma área similar ao território de uma ilha como Aruba, no Caribe - a extensão de floresta destruída no período pode ser muito superior à anunciada, já que vários dias de céu encoberto no trimestre afetaram os cálculos realizados com imagens de satélite.

A área devastada foi calculada por meio do Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), método que permite uma medição mais rápida, mas que é limitado pelas condições meteorológicas.

Segundo o INPE, como consequência do céu encoberto, os satélites conseguiram observar apenas 20% da Amazônia entre fevereiro e abril deste ano.

A maior parte de novas áreas devastadas no período (142 quilômetros quadrados) foi constatada em fevereiro.

Apesar da cautela recomendada pelo INPE sobre os dados divulgados, o desmatamento na Amazônia vem caindo nos últimos meses segundo diferentes estatísticas divulgadas pelas autoridades ambientais.

No trimestre imediatamente anterior, entre novembro de 2008 e janeiro de 2009, a área devastada na Amazônia foi de 754 quilômetros quadrados, com uma redução de 70,2% frente aos 2.527 quilômetros quadrados de floresta que a região perdeu entre novembro de 2007 e janeiro de 2008.

Além disso, a devastação entre novembro de 2008 e janeiro de 2009 foi 60% inferior à medida entre agosto e outubro de 2008 (1.884 quilômetros quadrados).

Segundo os últimos dados oficiais calculados com as metodologias mais precisas do INPE, que não estão condicionadas ao céu encoberto, a Amazônia brasileira perdeu entre agosto de 2007 e julho de 2008 quase 12 mil quilômetros quadrados, uma área equivalente à metade de um país como El Salvador.

Essa área de floresta devastada e transformada em pasto foi 3,8% superior à perdida no ano imediatamente anterior. EFE cm/bba

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