Amazon expulsa WikiLeaks de seus servidores

Site, que publica documentos diplomáticos dos EUA, ficou indisponível durante horas porque a Amazon parou de responder aos acessos

iG São Paulo |

O WikiLeaks anunciou nesta quarta-feira que a Amazon.com o expulsou de seus servidores, forçando o site a voltar para um provedor sueco.

O senador americano Joe Lieberman disse que a medida da Amazon.com foi tomada depois de membros do Congresso terem pedido na terça-feira à companhia que repensasse seu relacionamento com o WikiLeaks.

"Gostaria que a Amazon tivesse tomado essa medida antes, considerando a publicação anterior de informação secreta pelo WikiLeaks", disse o independente Lieberman.

O site, que desde domingo divulga milhares de documentos diplomáticos do Departamento de estado dos EUA, hospedou-se nos servidores da Amazon depois que vários ataques contra seu hospedeiro sueco, Bahnhof, começaram no domingo.

Os ataques tornaram o acesso ao site instável. O Wikileaks ficou indisponível durante horas nesta quarta-feira à medida que os servidores da Amazon pararam de responder aos pedidos de acesso. A Amazon.com não quis comentar sobre sua relação com o WikiLeaks.

As revelações do último lote de documentos publicados pelo WikiLeaks provocou um tumulto diplomático mundial, ao divulgar documentos secretos de embaixadas americanas na internet. As correspondências fazem parte do pacote de mais de 250 mil comunicações entre embaixadas e outros canais diplomáticos americanos aos quais o site WikiLeaks teve acesso e que começou a vazar no domingo.

Na quarta-feira também o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, designou um funcionário encarregado de mitigar os danos causados pelos vazamentos de informações confidenciais pelo site WikiLeaks e evitar que ocorram outros, no futuro, informou a Casa Branca.

Russell Travers, diretor adjunto de distribuição de informação do Centro Nacional contra o terrorismo, "participará do objetivo de preparar e executar reformas estruturais à luz dos vazamentos do WikiLeaks", informou a Casa Branca, em comunicado.

Pedido de prisão

Em meio à controvérsia da publicação dos documentos, a Interpol emitiu nesta quarta-feira uma ordem de detenção do fundador do WikiLeaks, Julian Assange.

A organização policial internacional, com sede em Lyon, informou ter transmitido a seus 188 Estados uma "notificação vermelha" contra Assange, australiano de 39 anos, procurado na Suécia por acusações de estupro e agressão sexual. A organização recebeu "o pedido de captura para extradição" da Suécia em 20 de novembro.

*Com AP e AFP

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