Chorando, americana desembarca em Seattle e agradece 'a todos' que acreditaram nela e apoiaram sua família

A estudante americana Amanda Knox, libertada na segunda-feira após a Justiça italiana reverter sua condenação pelo assassinato da britânica Meredith Kercher, em 2007, retornou nesta terça-feira aos Estados Unidos após passar quatro anos presa na Itália.

"Quero agradecer a todos que acreditaram em mim, me defenderam e apoiaram minha família", disse Amanda, chorando, em uma breve entrevista no aeroporto de Seattle, sua cidade de origem.

Amanda e o ex-namorado italiano Rafaelle Sollecito, 27 anos, haviam sido condenados em 2009 a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente, pelo assassinato de Meredith, 21 anos, na cidade italiana de Perugia, no que a promotoria afirmou ter sido um jogo sexual brutal que deu errado.

A acusação anunciou que recorrerá da decisão à Suprema Corte, mas ainda assim não há nenhum impedimento legal para que Amanda deixe a Itália. Ainda que a Justiça italiana reverta mais uma vez a decisão e confirme a condenação, há poucas chances de que ela possa ser extraditada no futuro dos Estados Unidos de volta à Itália.

Após a absolvição, a previsão é que os advogados do agora único culpado pela morte de Meredith, o marfinense Rudy Guede, peçam a reabertura do caso. Guede foi condenado a 16 anos de prisão durante o jogo sexual do qual Amanda e Sollecito teriam participado.

Amostra de DNA

A corte de apelação acatou o argumento da defesa, que considerou inválida a principal prova contra Amanda e Sollecito, uma mostra de DNA encontrada em uma faca de cozinha na cena do crime. O material não foi colhido segundo as recomendações internacionais, sendo manipulado com uma sacola plástica, e não com o papel adequado.

Já a acusação chegou a pedir que as sentenças fossem aumentadas para prisão perpétua, devido a "provas consideráveis de que o casal esteve na cena do crime". Os promotores já disseram que vão apelar contra a decisão.

Meredith e Amanda eram estudantes e faziam intercâmbio em Perugia na época do crime. Elas dividiam a mesma casa, onde o corpo de Meredith foi encontrado no dia 2 de novembro de 2007, com a garganta cortada e parcialmente vestida.

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