Amanda Knox é condenada a 26 anos de prisão na Itália

ROMA - A Justiça da Itália condenou a americana Amanda Knox e seu ex-namorado, o italiano Raffaele Sollecito, a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente, pelo assassinato da estudante britânica Meredith Kercher, em 2007. Além da pena de prisão, o juri decidiu que os dois devem pagar uma indenização de 2 milhões de euros aos pais de Kercher.

BBC Brasil |

O caso chocou a cidade italiana de Perugia, onde o corpo de Kercher, parcialmente vestido, foi encontrado no quarto da casa que ela dividia com Knox no dia 2 de novembro de 2007.

A garganta da estudante havia sido cortada, seu corpo trazia sinais de violência física e de atividade sexual antes da morte - embora exames não tenham conseguido provar se ela teria sido estuprada. A porta do seu quarto estava trancada, mas a janela havia sido arrombada.

AP

Amanda Knox durante julgamento pela morte de colega de quarto em 2007

Knox, de 22 anos, e Raffaele Sollecito, 25 anos, negaram as acusações de assassinato e violência sexual, mas a procuradoria afirmou que ele teria segurado a britânica enquanto Knox a esfaqueou. Os promotores do julgamento alegaram ainda que os três agiram juntos sob "influência de drogas e, possivelmente, bebidas alcoólicas".

Rudy Guede, o terceiro envolvido no caso, já foi condenado e cumpre pena de prisão de 30 anos por seu envolvimento na morte de Kercher, que tinha 21 anos e frequentava a universidade na cidade de Perugia.

O advogado da família de Kercher, Francesco Maresca, disse que os familiares da vítima ficaram satisfeitos com o veredicto. "Eles conseguiram a justiça que estavam esperando. Conseguimos o que queríamos", disse.

Teorias

Entre as teorias iniciais da polícia a respeito do caso estava a possibilidade de que Kercher havia sido atacada por um viciado em heroína, já que o apartamento ficava perto de um estacionamento usado por traficantes.

Os policiais também consideravam a possibilidade de uma tentativa frustrada de roubo. Nos primeiros dias após o crime, Amanda Knox foi filmada por câmeras de televisão enquanto era confortada por Sollecito. Mas, quatro dias depois, Knox e Sollecito foram presos.

Os investigadores tinham uma nova teoria, segundo a qual, Knox, o namorado e Guede haviam assassinado Kercher por ela ter se recusado a participar de um jogo sexual.

Acusações

Após ser presa, a Knox acusou o dono de um bar, Patrick Lumumba, de ter assassinado Kercher enquanto Knox e o namorado estavam na cozinha. Lumumba foi inocentado porque ficou provado que ele estava em seu bar no momento do crime.

Por conta disso, parte da sentença de Knox também obriga a americana a pagar uma indenização de 40 mil euros a Lumumba, por falsas acusações de assassinato.

No dia em que Lumumba foi libertado, 20 de novembro, a polícia alemã prendeu Rudy Guede, de 20 anos, nascido na Costa do Marfim, que foi acusado de ter participado do crime.

Segundo os advogados de Guede, Knox e o namorado haviam fugido após matar Kercher enquanto Guede estava no banheiro. Ele teria tentado salvar a estudante antes de fugir também.

Guede, no entanto, optou por ser julgado primeiro, pois temia que Knox e o namorado fizessem um pacto e que ele fosse declarado o único culpado. O julgamento foi a portas fechadas e Guede já cumpre sua pena.

Segundo a polícia, as impressões digitais de Knox, cobertas de sangue, foram encontradas em uma torneira no banheiro do apartamento. Em várias declarações à imprensa antes do início do julgamento, Knox disse que não sabia nada sobre o assassinato.

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