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Al-Zawahiri pede que muçulmanos lutem contra nova cruzada no Paquistão

Cairo, 15 jul (EFE).- O número dois da Al Qaeda, Ayman al-Zawahiri, pediu aos muçulmanos para que se unam aos mujahedin (os que travam uma guerra santa) em sua luta contra a nova cruzada cujo alvo seria o mundo muçulmano, tendo o Paquistão como centro.

EFE |

Em uma gravação de áudio publicada hoje em um site islamita, o braço direito de Osama bin Laden diz que é "o dever de todo muçulmano no Paquistão se unir aos 'mujahedin' ou, pelo menos, apoiar a Jihad (guerra santa) no Paquistão e no Afeganistão com dinheiro, conselhos, experiência e informação".

"Temos que ser conscientes de que somos alvo de uma nova cruzada contra os muçulmanos, e o Paquistão está sem dúvida no centro desta campanha", afirma em seu discurso, que foi divulgado junto com um texto em inglês.

Al-Zawahiri assegura que esta cruzada procura impor "um novo sistema de escravidão e uma forma moderna de colonialismo no chamado Terceiro Mundo em geral e no mundo muçulmano em particular".

Na gravação, cuja autenticidade não pôde ser verificada, o líder da Al Qaeda insiste em que "os cruzados americanos interferem nos assuntos do Paquistão" e manipulam seu destino, o que, segundo ele, representa "um grave perigo para o futuro do país".

No Paquistão, "os cruzados propõem erradicar os crescentes núcleos 'jihadistas' com o objetivo de acabar com a capacidade nuclear do país, e transformá-lo em minúsculos fragmentos, leais e dependentes dos neocruzados", segundo Al-Zawahiri.

Esta gravação foi divulgada três dias depois de o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden, ter afirmado em um registro de áudio também dirigido ao povo paquistanês que o presidente americano, Barack Obama, seguia "os passos de seu antecessor (George W. Bush) ao aumentar o rancor dos muçulmanos e daqueles que lutam contra a América". EFE mv/bba

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