Alvaro Uribe se recupera após contrair gripe H1N1

BOGOTÁ (Reuters) - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, permanece isolado e em repouso depois de contrair a gripe H1N1, mas evolui satisfatoriamente, segundo os médicos. O ministro da Defesa, Gabriel Silva, também apresenta sintomas da doença. Uribe, de 57 anos, permanece na residência oficial, no centro de Bogotá, e trata por email e telefone dos assuntos do governo, embora tenha cancelado as atividades públicas por ordem dos médicos.

Reuters |

"A saúde do presidente evolui satisfatoriamente e ele continua isolado e em repouso," disse à Reuters o porta-voz César Mauricio Velásquez.

Uribe é o segundo presidente latino-americano acometido pela dita "gripe suína," depois do costarriquenho Oscar Arias.

O presidente colombiano começou a passar mal na sexta-feira à tarde, quando voltava da cúpula de Bariloche (Argentina) onde defendeu um acordo militar do seu país com os EUA.

No sábado, durante uma reunião do governo na localidade de Puerto Carreño, ele espirrou várias vezes. Recebeu atendimento médico ao voltar a Bogotá, e exames confirmaram que ele possuía a nova cepa de gripe pandêmica.

O governo informou que o ministro Silva, que acompanhou Uribe em Bariloche, também teve febre, mal-estar, tosse e outros sintomas da gripe H1N1. "Depois da avaliação, a equipe médica recomendou isolamento e o início de um tratamento de forma imediata, enquanto se conhecem os resultados de laboratório," disse nota oficial.

A maioria dos funcionários da presidência começou a usar máscaras cirúrgicas para evitar o contágio.

A Colômbia foi o primeiro país sul-americano a notificar a presença da gripe H1N1. Até agora, houve ali 621 casos confirmados, com 34 mortes.

O chanceler Jaime Bermúdez, que não apresentou sintomas, cancelou por precaução uma agenda que deveria cumprir na China. Ele também foi a Bariloche, e passou a cúpula inteira sentada ao lado de Uribe.

O vírus H1N1 surgiu em abril no México e nos EUA, de onde se espalhou pelo mundo. Em junho, a Organização Mundial da Saúde declarou situação de pandemia e alertou que a doença poderá afetar centenas de milhões de pessoas.

(Reporte de Luis Jaime Acosta)

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG