Alto funcionário da Casa Branca desmente 2o. plano de recuperação econômica

Um alto funcionário da Casa Branca afirmou nesta quarta-feira que a administração americana não está considerando a elaboração de um segundo plano de recuperação econômica, ao contrário as especulações que tomaram conta dos mercados nos últimos dias.

AFP |

"Ninguém no governo está falando de um segundo plano de recuperação neste momento", afirmou Rob Nabors, vice-diretor do comitê de orçamento em uma audiência na câmara de representantes.

"Estamos focados neste momento em implementar o plano que o Congresso já aprovou, e fazer o melhor que podemos com os dólares que vocês nos confiaram. Esse é o nosso foco neste momento", enfatizou.

Estas declarações acontecem um dia depois que uma alta conselheira econômica de Barack Obama, Laura Tyson, comentou, em Cingapura, que os Estados Unidos talvez precisassem de um segundo pacote de estímulo voltado para projetos de infraestruturas para colocar a economia firmemente no caminho da recuperação.

Um dos líderes democratas mais ligados ao presidente Obama também disse na terça-feira que os legisladores deveriam estar abertos a um segundo pacote de estímulos para combater a recessão e criar empregos nos Estados Unidos.

"Acredito que devemos estar abertos à possibilidade de novas iniciativas", disse o líder da maioria democrata na Câmara dos Representantes, Steny Hoyer, destacando que ainda é cedo para se avaliar os resultados do plano de estímulo de 787 bilhões de dólares aprovado em fevereiro.

Alguns democratas indicaram que talvez seja necessário apoiar um segundo plano de estímulo econômico, o que gerou uma furiosa reação dos republicanos, que afirmam que o primeiro pacote fracassou na geração de empregos e na recuperação da economia americana.

"Certamente acredito que é muito cedo para dizer que (o pacote anterior) não está funcionando. De fato, acreditamos que está funcionando", reagiu Hoyer, representante pela Virgínia.

Os rumores sobre um novo pacote derrubaram Wall Street na terça e perturbaram de um modo geral os mercados.

"O que preocupa os investidores é que um novo pacote de reativação aumentaria o déficit federal, já elevado, e levaria a uma alta nas taxas de juros, o que seria um problema para a economia", explicou Hugh Johnson, da Johnson Illington Advisors.

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