Mumbai (Índia), 1 dez (EFE).- O diretor-geral das Forças de Segurança Fronteiriça, M.

L. Kumawat, disse hoje que a Índia tem "provas suficientes" de que os terroristas que cometeram os ataques em Mumbai "eram do Paquistão", enquanto as autoridades estão interrogando um funcionário caxemiriano suspeito de relação com os atentados.

"Temos provas suficientes de que eram do Paquistão, independente do que diga" o país vizinho, afirmou Kumawat à imprensa, segundo a agência "PTI".

Sobre um hipotético deslocamento das tropas paquistanesas das áreas tribais ocidentais à fronteira com a Índia, o chefe do corpo de segurança indiano disse que suas forças estão preparadas para qualquer desafio.

As Forças de Segurança Fronteiriça (BSF), subordinadas ao Ministério da Defesa, tem tropas ao longo da fronteira que separa a Caxemira indiana da paquistanesa, onde protagoniza freqüentes confrontos com supostos insurgentes.

Após os ataques de Mumbai, que deixaram 188 mortos, segundo uma fonte policial consultada pela Agência Efe, o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, disse que é "evidente" que os terroristas são de "fora" da Índia.

A Polícia continua suas investigações e está interrogando um funcionário do Governo regional da Caxemira indiana por suspeita de envolvimento nos atentados.

Segundo uma fonte policial citada pela agência "PTI", as forças de segurança detiveram no sábado um assistente que trabalha no município caxemiriano de Doda, que teria feito vários telefonemas a Mumbai durante e depois dos ataques no coração financeiro da Índia.

As agências de inteligência interceptaram ligações do funcionário, a um suposto membro do grupo islamita Lashkar-e-Toiba (LeT), identificado como G. Mamnoo, sugerindo que visse a televisão para comprovar o que acontecia na cidade durante os atentados, segundo a fonte.

Também foi detida a mulher do funcionário, que foi liberada imediatamente, mas ele ainda está sob custódia policial. EFE amp/an

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