Alto clérigo xiita afirma que confissões sob tortura são inválidas

Teerã, 24 jul (EFE).- Um alto clérigo xiita, o aiatolá iraniano Bayat Zanyani, afirmou hoje que as confissões obtidas sob tortura são inválidas e que sua difusão na mídia é um crime.

EFE |

Zanyani, o "modelo de seguir" (marya taghlid) dos xiitas no Irã, assegurou que se o Poder Judiciário do Irã é independente, ele deveria impedir esse tipo de confissões, segundo a Agência de Notícias dos Operários do Irã (ILNA).

Milhares de iranianos foram detidos após os protestos contra os resultados das eleições presidenciais do dia 12 de junho no país, vencidas pelo presidente Mahmoud Ahmadinejad, e alguns foram torturados nos interrogatórios, segundo suas famílias.

"Eu mencionei em meu 'Resale' (livro de consulta de um marya taghlid) que uma confissão é válida quando for repetida quatro vezes sem pressões, tentações, ameaças ou obrigações", explicou.

O clérigo acrescentou que, quando alguém fala sob ameaças ou tentações, suas confissões não têm validade alguma, seja diante da lei ou da "sharia" (lei islâmica).

"Digo claramente que seria um pecado capital das autoridades se a mídia iraniana divulgasse estas confissões manipuladas", advertiu Zanyani. EFE msh/pd

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