Alta comissária de direitos humanos da ONU exige libertação de Suu Kyi

GENEBRA - A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navy Pillay, se uniu hoje aos pedidos para que a Junta Militar que governa Mianmar liberte de forma imediata e incondicional a líder opositora e Prêmio Nobel da Paz Aung San Suu Kyi.

Redação com agências internacionais |

"Deploro a contínua perseguição da qual é alvo uma líder democraticamente escolhida, Aung San Suu Kyi, há quase um quarto de século", afirmou Pillay.

A alta comissária disse estar "gravemente preocupada por sua detenção arbitrária. Me junto à chamada do secretário-geral (da ONU, Ban Ki-moon) para sua libertação imediata e incondicional, assim como a de todos os presos políticos de Mianmar".

Pillay citou "aqueles que cumprem penas especialmente duras simplesmente por terem exercido seu direito à liberdade de expressão, como os dois candidatos da Liga Nacional para a Democracia (LND) escolhidos como membros do Parlamento em 1990, mas que depois foram detidos e condenados a 15 anos de prisão".

Antes de Pillay, quatro relatores especiais das Nações Unidas solicitaram hoje a libertação de Suu Kyi por considerarem sua detenção e o julgamento ao que acaba de ser submetida como totalmente ilegais.

Líder da LND, Suu Kyi foi condenada nesta terça-feira a três anos de trabalhos forçados por um tribunal que a considerou culpada de violar a prisão domiciliar que cumpria há quase seis anos.

Em seguida, a Junta Militar mudou a pena imposta à Nobel da Paz para o confinamento em sua residência de Yangun durante mais um ano e meio, segundo fontes judiciais.

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