Alta comissária da ONU pede que Irã contenha repressão

Genebra, 30 dez (EFE).- A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse hoje que está totalmente surpresa com a violência no Irã, e pediu às autoridades que contenham a repressão contra os manifestantes.

EFE |

"Estou totalmente surpresa com a eclosão de mortos, feridos e detenções", disse Pillay, em comunicado distribuído hoje, em Genebra.

A alta comissária disse que, apesar de as circunstâncias sobre a morte de sete pessoas no domingo passado ainda não estarem claras, "a informação da qual dispomos sugere uma utilização excessiva da força pelas forças de segurança e paramilitares das milícias Basij".

"O Governo tem o dever de assegurar que a violência não aumente mais", acrescentou Pillay.

Além disso, a alta comissária mostrou sua preocupação com as informações sobre as detenções arbitrários de ativistas políticos, jornalistas, defensores dos direitos humanos e outros membros da sociedade civil.

"As pessoas têm o direito de expressar suas convicções e de manter protestos pacíficos, sem que sejam maltratadas, detidas e presas", disse.

Acrescentou que "os que já foram detidos, seja qual for a razão, devem ter um processo justo que esteja alinhado aos padrões internacionais de direitos humanos, incluindo a Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos".

O comunicado lembra que o Irã faz parte dessa Convenção, segundo a qual "ninguém estará sujeito a detenções arbitrárias, todo mundo tem o direito à liberdade de expressão e à reunião pacífica". EFE mh/an

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