Alta comissária da ONU denuncia efeitos da crise em países pobres

Genebra, 20 fev (EFE).- A alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, denunciou hoje os perversos e desproporcionais efeitos da crise econômica mundial nos países mais pobres.

EFE |

"A crise tem um impacto desproporcional nas vidas das pessoas mais vulneráveis e dos grupos mais marginalizados da sociedade", afirmou Pillay, em discurso pronunciado na sessão especial que o Conselho de Direitos Humanos da ONU realizou hoje para avaliar os efeitos da crise econômica.

"A crise vai prejudicar o acesso ao trabalho, à comida, e ao alojamento, assim como o acesso à água, à saúde e à educação", continuou Pillay.

A alta comissária pediu aos Estados, portanto, que "levem em conta que as reformas nas políticas nacionais, especialmente aquelas sobre despesas fiscais, não sejam tomadas às custas dos pobres através dos cortes em serviços e proteção social".

Além disso, a alta comissária pediu aos Estados que não cumprem suas obrigações a respeito dos direitos humanos que apliquem "medidas de proteção não só dos direitos sociais e econômicos, mas os direitos civis e políticos daquelas pessoas mais vulneráveis".

Pillay apontou especialmente as mulheres e as meninas "que frequentemente estão expostas ao risco de violência em tempos de dureza".

O Brasil, que, junto com o Egito, propôs a realização da sessão especial do Conselho, defendeu manter os compromissos assumidos a respeito da ajuda oficial ao desenvolvimento. EFE mh/an

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