Alta comissária da ONU denuncia campanha de desinformação contra conferência

Genebra, 24 abr (EFE).- A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, denunciou hoje uma campanha orquestrada de desinformação e propaganda por parte da imprensa e grupos de pressão, que coloca em perigo a Conferência sobre o Racismo.

EFE |

Ao fazer balanço deste fórum, que terminará hoje, Navi se mostrou satisfeita pelo fato de que foi adotado o documento final desta reunião, que reafirma o compromisso internacional de lutar contra o racismo e a xenofobia, mas não escondeu seu desagrado com "os meios de imprensa opostos a esta Conferência" e a campanha desenvolvida.

Em entrevista coletiva, a alta comissária insinuou que tal campanha veio dos setores conservadores americanos e judeus que lideraram a oposição ao fórum alegando seu caráter supostamente antissemita.

Alguns estados e meios de imprensa tacharam Durban I (a primeira conferência realizada na África do Sul em 2001) de antissemita e incitadora do ódio, e depois voltaram a tachar esta conferência do mesmo, assinalou.

Navi lembrou que o documento final da conferência menciona concretamente o Holocausto judeu e a necessidade de que não se esqueça dele, o que era uma exigência dos países ocidentais, enquanto os países islâmicos "fizeram grandes concessões, muito difíceis do ponto de vista político" para conseguir um texto de consenso.

A Conferência sobre o Racismo começou na segunda-feira precedida pela polêmica do boicote de nove países, que se acendeu ainda mais com um discurso marcadamente anti-israelense do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, e a conseguinte reação. EFE vh/ma

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