Al-Qaeda renova oferta de trégua condicional com EUA

DUBAI - O número dois da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, disse que uma oferta de trégua condicional feita pelo grupo militante ao governo anterior dos Estados Unidos ainda está valendo, mas o novo presidente norte-americano, Barack Obama, tem de retirar as tropas de terras muçulmanas e atender a outras exigências.

Redação com Reuters |

"Se Obama quer (chegar a um) entendimento, então ele deve responder às duas ofertas de Osama (bin Laden)", disse o egípcio Zawahri em uma entrevista à emissora da Al-Qaeda, As-sahab, divulgada em um site islâmico nesta segunda-feira.

Zawahri preveniu que os militantes vão continuar a lutar "até o dia do juízo final", a menos que suas condições sejam atendidas. "O mínimo que os combatentes islâmicos aceitariam inclui a saída das tropas infiéis de todas as terras do Islã e o fim do roubo da riqueza dos muçulmanos por meio de ameaças de poderio militar."

Ele afirmou que as condições também incluem o fim do apoio dos países ocidentais a "regimes corruptos e apóstatas no mundo islâmico" e a libertação de todos os muçulmanos presos."

As "ofertas justas" feitas por Bin Laden aos Estados Unidos e nações européias tinham como objetivo fazer com que "parassem com sua agressão contra muçulmanos e começassem um relacionamento baseado em interesses em vez de opressão e saque", disse Zawahri, na entrevista de 90 minutos. "(Mas) eles insistem em que o relacionamento seja baseado na opressão e na injustiça", acrescentou.

Bin Laden disse em 2006 que a Al-Qaeda "não se importa em oferecer uma trégua de longa duração baseada apenas em condições que nós vamos apresentar, uma trégua que ofereça segurança e estabilidade e a reconstrução do Iraque e Afeganistão, que a guerra destruiu." Na época, os Estados Unidos descartaram a oferta, dizendo que o país "não negocia com terroristas."

Zawahri criticou o esforço de Obama para aliviar a tensão com os muçulmanos, agravada por seu antecessor, George W. Bush, que deu início às guerras no Afeganistão, em 2001, e Iraque, em 2003.

"Obama está tentando vender ilusões aos fracos", disse Zawahri, referindo-se à campanha do presidente para aliviar a tensão com os muçulmanos impulsionada pelas guerras no Iraque e Afeganistão.

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