Al-Qaeda divulga gravação de Bin Laden com críticas a Obama

Uma nova gravação de áudio do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, apresentada como uma declaração ao povo americano e com críticas ao presidente Barack Obama e alegações para o ataque de 11 de setembro, foi divulgada pela rede extremista, anunciou na noite de domingo o centro americano de monitoração do terrorismo Intel Center.

AFP |

O site As-Sahab, órgão de comunicação da Al-Qaeda, divulgou um vídeo, com uma imagem fixa de Osama bin Laden e uma declaração em áudio, informou o Intel Center.

Esta mensagem foi divulgada dois dias após o 8º aniversário dos atentados de 11 de setembro, assumidos pela Al-Qaeda e que mataram quase 3.000 pessoas.

Segundo o IntelCenter, Bin Laden afirma que "entre outras injustiças", o apoio dos Estados Unidos a Israel motivou os ataques. Também declara que as guerras no Iraque e Afeganistão eram estimuladas pelo lobby israelense na Casa Branca e os interesses corporativos, e não pelos militantes islâmicos.

"Se vocês pensarem bem sobre sua situação, saberão que a Casa Branca está ocupada por grupos de pressão", afirmou Bin Laden. Segundo ele, "ao invés de lutar para libertar o Iraque", como alegou o então presidente George W. Bush ao lançar a invasão ao Iraque em 2003, o que deve ser libertada é a Casa Branca.

Para Bin Laden, o atual presidente Barack Obama não tem o poder para mudar o curso das guerras. O fato de manter o secretário de Defesa, Robert Gates, e outros funcionários da administração Bush é uma confirmação de sua fragilidade, completa o líder terrorista.

"A crua realidade é que os neoconservadores continuam deixando sombras sobre todos vocês. Se não interromperem as guerras, o que faremos será continuar a guerra de desgaste contra vocês em todos os eixos possíveis, assim como esgotamos a União Soviética durante 10 anos até que esta entrou em colapso com a graça de Alá Todo Poderoso e se transfomou em uma memória do passado", completou.

O Centro apresentou a gravação como uma "declaração ao povo americano" e indicou que Bin Laden tem costume de fazer estas declarações todo ano em setembro ou outubro.

A última gravação de áudio de Bin Laden fora divulgada em 3 de junho passado. Na ocasião, ele rejeitou a abertura do presidente americano, Barack Obama, ao mundo muçulmano.

ksh/lm/fp

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