Al-Qaeda critica muçulmanos por não apoiarem a insurreição no Iraque

O número dois da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, criticou os muçulmanos por não apoiarem a insurreição no Iraque e exigiu que se unam aos muhahedines que lutam contra os americanos, em uma gravação de áudio divulgada na internet.

AFP |

O lugar-tenente de Osama Bin Laden também criticou o grupo radical palestino Hamas por sua disposição a estudar um acordo de paz com Israel.

"Peço à nação muçulmana que tema a pergunta que Alá fará sobre seu fracasso na hora de apoiar seus irmãos mujahedines, em particular no Iraque", disse Zawahiri em uma mensagem de duas horas e meia, em resposta a dezenas de perguntas feitas à Al-Qaeda em um fórum na internet.

"Peço a não negar homens nem dinheiro, que são os pilares da guerra", acrescentou.

O número dois da organização terrorista fez uma convocação aos muçulmanos para que a insurreição no Iraque contra as forças americanas e o governo de Bagdá dê frutos.

"Exorto a todos os muçulmanos que se apresentem nos campos de batalha da jihad (guerra santa), particularmente no Iraque", disse Zawahiri.

"A situação no Iraque mostra uma vitória iminente do islã e a derrota das cruzadas e dos que hasteiam sua bandeira", acrescentou.

Zawahiri também criticou o movimento radical palestino Hamas por sua aparente disposição de negociar a paz com Israel, se um referendo palestino validar o acordo.

"No que diz respeito aos acordos de paz com Israel, eles (o Hamas) falaram de submetê-los a um referendo, apesar de considerarem os mesmos contrários à sharia (lei islâmica)", declarou Zawahiri.

"Como podem submeter a um referendo algo que viola a sharia?", questiona na mensagem.

O Hamas estaria disposto a reconhecer Israel se um acordo de paz for alcançado e este for aprovado em um referendo palestino, afirmou na segunda-feira em Jerusalém o ex-presidente americano Jimmy Carter, dois dias depois de um encontro em Damasco com o líder do Hamas no exílio, Khaled Mechaal.

Em Damasco, Mechaal desmentiu indiretamente as declarações do Prêmio Nobel da Paz de 2002, ao afirmar que o Hamas "não reconhecerá" o Estado hebreu.

Ao responder outra pergunta sobre um eventual confronto entre grupos islamitas iraquianos e o Estado Islâmico do Iraque, autoproclamado e apoiado pela Al-Qaeda, Zawahiri pediu a todos os grupos que se unam ao Estado que, segundo o dirigente do grupo terrorista, é o "mais avançado".

A última mensagem de Zawahiri datava de 18 de abril e fora divulgada por ocasião do quinto aniversário da invasão americana do Iraque.

Ele conclui o discurso afirmando que o Iraque se transformará "muito em breve na fortaleza do islã" e acusou o Irã de querer anexar o sul do Iraque.

ak/fp

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