O chefe presumível do braço iraquiano da rede Al-Qaeda, Omar Al-Baghdadi, confirmou a morte de um comandante da organização, Abu Qaswara, abatido no dia 5 de outubro, segundo o exército americano, em mensagem citada hoje pelo centro de vigilância americano de portais islamitas SITE.

Em sua nota, Omar Al-Baghdadi, do "Estado islâmico no Iraque" qualificou de "dolorosa" a perda de Abu Qaswara, "o emir do norte" do Iraque.

"Abu Qaswara era sueco de origem marroquina", havia declarado à AFP porta-voz do Ministério iraquiano da Defesa, general Mohamed al-Askari.

O Exército americano anunciou que, em 5 de outubro, matou Abu Qaswara durante uma operação em Mossul, bastião da Al-Qaeda, 370 km ao norte de Bagdá. Qaswara tinha 43 anos.

A operação foi realizada em um edifício de Mossul, um dos lugares mais perigosos do Iraque, onde a Al-Qaeda continua obtendo apoio apesar das derrotas das últimas semanas.

"É uma derrota para a Al-Qaeda e a prova de que nos infiltramos e que os perseguimos de cidade em cidade e de que seguiremos assim até a sua destruição total", comemorou o general Mohamed al-Askari.

Em Mossul, onde Abu Qaswara foi morto, vivem mais de 1,5 milhão de habitantes sunitas, xiitas, cristãos e curdos, e é considerada pelo comando americano como o epicentro da ação dos seguidores do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, no Iraque.

Capital da província de Nínive, Mossul divide com a província de Djala a reputação de ser a região mais perigosa do Iraque.

A Al-Qaeda sofreu inúmeros golpes no Iraque desde 2007. A rede foi consideravelmente enfraquecida por uma estratégia de contra-insurgência do exécito americano, que se apóia no cansaço dos sunitas ante as violências e em sua união com as tropas da coalizão.

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