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Almunia: rejeição irlandesa deixa União Européia de mãos atadas

Zaragoza (Espanha) 23 jun (EFE).- O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Joaquín Almunia, afirmou hoje que a vitória do não no plebiscito irlandês sobre o Tratado de Lisboa deixa a Europa com as mãos atadas, e afirmou que este é um problema que precisa ser resolvido o quanto antes.

EFE |

Almunia participou, em Zaragoza (Espanha), da conferência "Dez anos de União Econômica Monetária: balanço e desafios para o futuro", e ressaltou que o Tratado de Lisboa é especialmente necessário, levando em conta os "problemas e desafios" que estão sendo enfrentados pela União Européia.

Segundo sua opinião, será difícil enfrentar a atual situação sem um acordo no qual se estabeleça a organização das instituições e o modo de tomar decisões, e, por isso, disse que espera que "a Irlanda saiba resolver a confusão na qual se meteu" com a rejeição do Tratado de Lisboa por parte de seus cidadãos.

"A Europa é um projeto de futuro, de valores e de esperança, um projeto compartilhado, que nunca poderia ser comparado a um time de futebol que joga na defesa, mas sim no ataque", acrescentou Almunia, que reiterou que, caso não se encontre uma "solução política" para o caso, a União Européia "vai ficar de mãos atadas".

Em um momento de baixo crescimento econômico combinado com altas de preços, o que se coloca, segundo ele, é uma situação "difícil", com menor renda dos cidadãos e menos emprego, à qual é preciso reagir "com a cabeça, e não mediante impulsos que não levam a lugar algum".

Ele pediu "uma política de energia e mudança climática" que permita fazer "um uso mais eficaz da energia e também da água", e ao mesmo tempo "organizar melhor o funcionamento dos mercados mundiais de matérias-primas alimentícias", aos quais "não se prestou suficiente atenção".

"Definitivamente, é preciso fazer frente aos novos desafios que se colocam, como a globalização, o envelhecimento da população, os fluxos migratórios e os desafios energéticos, sempre com uma estratégia de mais coordenação entre os Estados-membros", afirmou.

EFE rco/gs

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