Almodóvar e assina manifesto a favor de dissidentes cubanos

Madri, 16 mar (EFE).- Vários artistas, escritores e intelectuais espanhóis e latino-americanos, como o cineasta espanhol Pedro Almodóvar e o escritor peruano Mario Vargas Llosa, aderiram a um manifesto na internet pela liberdade dos presos políticos de Cuba.

EFE |

Os blogs "Orlandozapatatamayo.blogspot.com" e "Firmasjamaylibertad.com/ozt/" publicaram um manifesto sob o lema "Orlando Zapata Tamayo. Eu acuso o Governo cubano". Até o momento, o documento já recebeu mais de 5,5 mil assinaturas.

Além de Almodóvar e Vargas Llosa, assinaram o documento escritores como o cubano estabelecido no México Rafael Rojas, o boliviano Edmundo Paz Soldán, os cubanos Abilio Estévez, Zoe Valdés e María Elena Cruz Varela, os mexicanos Jorge Volpi, Ángeles Mastretta e Carmen Boullosa, e o argentino Andrés Neuman.

Também aderiram ao manifesto a atriz cubano-venezuelana María Conchita Alonso, os músicos cubanos Willy Chirino e Paquito D' Rivera e famosos opositores do regime castrista, como a blogueira Yoani Sánchez, Vladimiro Roca, Carlos Alberto Montaner e Raúl Rivero.

O texto exige a libertação "imediata e incondicional de todos os presos políticos nas prisões cubanas". Também pede "o respeito ao exercício, a promoção e a defesa dos direitos humanos em qualquer parte do mundo".

Em outro trecho, os ativistas destacam "o decoro e a coragem de Orlando Zapata Tamayo, injustamente preso, brutalmente torturado nas prisões castristas e que morreu de greve de fome denunciando estes crimes e a falta de direitos e democracia em seu país".

O manifesto faz um apelo em prol do "respeito à vida dos que correm o risco de morrer como ele para impedir que o Governo de Fidel e Raúl Castro continue eliminando fisicamente seus críticos e opositores pacíficos, condenando-os a penas de até 28 anos de prisão por 'delitos' de opinião".

Segundo uma nota enviada à Agência Efe pelos organizadores, a adesão de Almodóvar "foi comunicada por sua produtora", enquanto os cantores Ana Belén e Víctor Manuel somaram seus nomes à campanha pela libertação dos presos políticos "preenchendo um formulário de inscrição". EFE ibr-me/pb-sc

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