Almirante aposentado será chefe da espionagem do Governo Obama

Washington, 19 dez (EFE).- O almirante aposentado Dennis C.

EFE |

Blair será o novo diretor de Inteligência Nacional americano, no Governo do presidente eleito Barack Obama, publica hoje o jornal Washington Post.

Segundo disseram fontes oficiais do jornal, Obama decidiu conceder este posto de vital importância ao almirante aposentado, que terá que coordenar os 16 organismos de inteligência do país.

Durante várias semanas havia rumores que o almirante era o candidato de Obama, mas segundo disse ao jornal um funcionário do Congresso que tinha sido informado sobre a seleção, "é definitivamente Blair".

Obama está sendo cauteloso com os postos mais sensíveis para o país e a equipe de transição não quis fazer comentários.

Se for confirmado no cargo, Blair substituirá o vice-almirante da Marinha, Mike McConnell, escolhido pelo atual presidente George W.

Bush em 2007, e que chegou a ser o braço direito do general Colin Powell durante a guerra do Golfo, em 1991.

Alguns membros do Congresso, em discussões internas com a equipe de Obama, se tinham oposto à nomeação de outro funcionário de carreira militar na liderança da inteligência civil do país.

No entanto, os legisladores mudaram de opinião ao advertir o amplo conhecimento do almirante dos serviços de espionagem e suas idéias para a racionalização e melhorar os serviços de inteligência, muitas vezes difíceis de dirigir, disseram as fontes.

Blair, de 61 anos, será o assessor principal de Obama em matéria de inteligência e supervisionará a entrega da informação diária que é dada ao presidente.

Mas a tarefa mais difícil que terá que acometer será a continuação do processo, iniciado por seus antecessores, da integração e a análise da informação recopilada pelos diferentes organismos de inteligência que há no país.

Além de se graduar na Academia Naval, Blair fez pós-gradução em Oxford com uma bolsa de estudos Rhodes. Durante a administração do democrata Bill Clinton serviu de enlace militar na CIA, onde esteve a cargo da coordenação de inteligência entre a agência de espionagem e o Pentágono.

Com Clinton também esteve no Conselho de Segurança Nacional, foi diretor do Conjunto no Pentágono e dirigiu com uma operação de luta contra os grupos aliados de Al Qaeda na Ásia.

Descrito como independente, Blair informou a Obama sobre assuntos de defesa no Senado, mas não teve vínculos com sua campanha.

Desde que deixou a Marinha em 2002, ocupou vários cargos em organismos sem fins lucrativos e participou de um estudo sobre a reforma da infra-estrutura da segurança nacional.

O periódico lembra que embora Blair tenha uma trajetória reconhecida, sua carreira esteve em algumas ocasiões marcada pela controvérsia.

Foi obrigado a renunciar como presidente do Instituto de Análise de Defesa, devido a possíveis conflitos de interesses.

Parece que Obama resolveu a nomeação do diretor de inteligência, mas ainda resta saber qual será sua escolha para ocupar o posto de diretor da CIA (agência central de inteligência americana). EFE elv/ma

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