Allawi critica influência de Teerã na política iraquiana

Bagdá, 30 mar (EFE).- O dirigente da oposição iraquiana Ayad Allawi criticou hoje o Irã por suposta ingerência nos assuntos políticos do Iraque, em um momento fundamental para a consolidação democrática deste país.

EFE |

"Nem Irã nem nenhum outro país pode dominar o Iraque. É uma vergonha que o Irã, que alega ser um vizinho muçulmano, intervenha nos assuntos iraquianos dessa maneira", disse Allawi em declarações publicadas hoje pelo diário "Baghdad".

A coalizão Al Iraqiya, liderada por Allawi, ficou em primeiro lugar nas eleições parlamentares de 7 de março, com 91 deputados eleitos, dois a mais que a coalizão Estado de Direito, do primeiro-ministro Nouri al-Maliki.

Allawi insistiu que "o Irã intervém em todos os assuntos iraquianos". Segundo ele, o regime iraniano censurou recentemente dirigentes políticos iraquianos.

A coalizão de Allawi não conseguiu suficientes cadeiras no Parlamento para governar sozinha, motivo pelo qual ela se vê obrigadao a conseguir o apoio de outros grupos. O primeiro-ministro Al-Maliki, por sua vez, também disse que negociará em busca de uma coalizão governante.

Nos últimos dias se encontraram em Teerã dirigentes do partido de al-Maliki e da Aliança Nacional Iraquiana (ANI), liderada por Ammar al-Hakim, para se reunir com o clérigo xiita Moqtada al-Sadr, também dirigente da ANI e que reside no Irã.

A ANI, o grupo político mais próximo ao regime de Teerã, ficou em terceiro lugar no Parlamento iraquiano, com 70 cadeiras. Por isso, o grupo é essencial para definir qual força política conseguirá reunir o apoio suficiente para formar Governo.

As possibilidades de Allawi de formar Governo podem se complicar caso tenha êxito a gestão de uma comissão parlamentar que tenta tirar da vida política pessoas supostamente vinculadas ao regime do antigo ditador Saddam Hussein, morto em 2006. EFE ah/sa

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