Aliviados, brasileiros retidos na Tailândia desembarcam em São Paulo

SÃO PAULO - Após um longo e cansativo trajeto desde Bangcoc, na Tailândia, um grupo de cerca de 50 brasileiros desembarcou por volta das 17h15 nesta quinta-feira no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O grupo ficou retido na Tailândia por uma semana depois que manifestantes da oposição ocuparam os aeroportos em protesto contra o governo. Em meio à crise política, o tráfego aéreo do país foi suspenso.

Carolina Garcia, do Último Segundo |

O grupo teve de sair de Bangcoc de ônibus. Alguns viajaram por duas horas e meia até chegar à base aérea militar de U-tappao, enquanto outros enfrentaram uma viagem de 25 horas até a Malásia, país vizinho. Eles então embarcaram para Hong Kong, fizeram escala em Johanesburgo, na África do Sul, e depois chegaram em São Paulo.

A modelo de 16 anos, Evelyn Machriz, desembarcou sorridente em São Paulo. "Agora que estou aqui não consigo parar de sorrir", diz ela, cujo voo estava marcado para o dia 1º de dezembro. Depois de viajar um ano pela Ásia, ela estava trabalhando na Tailândia há três meses.

Evelyn é natural do Balneário Camboriú, em Santa Catarina, onde mora sua família. Ao chegar em território brasileiro, a modelo não sabia se iria para sua casa ou para a de familiares em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

"Minha cidade foi atingida pelas enchentes. Então, toda a minha família foi para Passo Fundo. Saí do drama de Bangcoc e vim para o drama de Santa Catarina", afirmou. Mesmo com as dificuldades que sofreu para deixar a Tailândia, Evelyn ressaltou que "o país é lindo" e que pensa em voltar para lá algum dia.

O aposentado Henrique Thiessen nem chegou a conhecer o aeroporto de Bangcoc, pois na véspera de seu voo, marcado para a última quinta-feira (27), foi avisado de que não poderia embarcar. 

"Foi tudo pacífico, graças a Deus. Víamos no jornal e na televisão que tinham explodido granadas, mas não presenciamos nenhuma confusão", disse. Antes do imprevisto na Tailândia, Thiessen e sua esposa tinham feito um cruzeiro por Pequim, Xangai, Vietnã, Hong Kong e Cingapura, até chegar em Bangcoc.

Para ele, a tensão dos familiares no Brasil foi maior do que a dos brasileiros que estavam na Tailândia. Enquanto suas filhas Tânia e Simone sofriam, preocupadas com a "situação" que os pais enfrentavam, Henrique e a mulher permaneceram tranquilos. "Estávamos em um hotel cinco estrelas, comendo bem e tomando banho de piscina", brincou.

Segundo ele, o governo tailandês prometeu pagar a estadia dos turistas que não puderam deixar o país. Porém, ele não recebeu nenhum dinheiro e não sabe se terá de arcar com algum gasto ou se o hotel será reembolsado posteriormente.

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