Alianças de gangues e cartéis mexicanos fortalecem tráfico de drogas

Viena, 24 fev (EFE).- O problema das drogas na América Central e no Caribe, região de passagem da cocaína sul-americana aos mercados de consumo do norte, se complica com os crescentes vínculos entre as gangues e os cartéis mexicanos que participam do tráfico de substâncias ilícitas.

EFE |

Assim destaca a Junta Internacional de Fiscalização de Entorpecentes (Jife) em seu relatório anual de 2009 sobre as drogas, apresentado hoje em Viena.

Sobretudo em El Salvador, Guatemala e Honduras, "o tráfico de drogas ocorre frequentemente sob a proteção de bandos locais", as chamadas "gangues", cujos membros teriam se aliado a integrantes dos cartéis de droga mexicanos, criando novos grupos.

O documento aponta também que a situação se agrava com o aumento de emigrantes que são deportados dos Estados Unidos, pois muitos deles retornam com problemas de toxicomania.

Embora reconheça os esforços dos Governos para combater o tráfico, a Junta adverte que "a impunidade, a corrupção e a fraqueza das instituições" corroem o Estado de direito e a luta contra as drogas na região.

Em vários países, os narcotraficantes, além de continuarem com o tráfico de cocaína e maconha em grande escala, ampliaram suas atividades, incluindo o tráfico de medicamentos e de outras drogas.

E nas zonas onde aumenta o narcotráfico, não só se expande o consumo de substâncias ilícitas, mas cresce também o número de outros delitos e crimes, como roubos, sequestros e homicídios.

Assim, nos principais destinos turísticos do Caribe, aumenta de forma sustentada o uso de benzodiazepinas.

Além disso, o LSD voltou a aparecer na Costa Rica pela primeira vez desde 2001, ao passo que continua forte o tráfico de MDMA ("ecstasy"), importado principalmente da Holanda. EFE wr/sa

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