Aliados do governo afegão prometem apoio a longo prazo

Em conferência boicotada pelo Paquistão, EUA e países europeus reafirmam parceria com Afeganistão após retirada

iG São Paulo |

Os Estados Unidos e outros países ocidentais prometeram nesta segunda-feira continuar apoiando o Afeganistão após a retirada das tropas estrangeiras do país, marcada para 2014. Representantes de 85 nações e 16 organizações participaram de uma conferência internacional sobre o futuro afegão em Bonn, na Alemanha.

“Os Estados Unidos estão preparado para estar ao lado do povo afegão a longo prazo”, afirmou a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. “A comunidade internacional tem muito a perder se o Afeganistão voltar a ser uma fonte de terrorismo e instabilidade.”

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Hillary conversa com mulheres afegãs durante conferência sobre o futuro do Afeganistão em Bonn, na Alemanha

A secretária afirmou que, em troca de apoio contínuo, o Afeganistão deve cumprir seu compromisso de “tomar decisões difíceis para abraçar reformas, assumir sua própria defesa e fortalecer uma democracia inclusiva enraizada no respeito à lei”.

Anfitriã do evento, a Alemanha também buscou demonstrar comprometimento. “Enviamos uma mensagem clara ao povo do Afeganistão: não abandonaremos vocês. Não deixaremos vocês desamparados", disse o ministro das Relações Exteriores alemão, Guido Westerwelle.

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse que a solidariedade, o comprometimento e o apoio dos países estrangeiros são “cruciais para a consolidação dos avanços e para os desafios que permanecem”. “Precisaremos de ajuda por pelo menos mais uma década”, estimou.

A conferência desta segunda-feira foi marcada principalmente pela ausência do Paquistão, que boicotou o evento após aeronaves da Otan terem matado 24 soldados paquistaneses na fronteira com o Afeganistão.

Hillary lamentou a ausência do Paquistão e disse, durante seu discurso na conferência, que “ninguém está mais preocupado em descobrir como o incidente na fronteira aconteceu do que os Estados Unidos”.

“Lamentamos essa decisão porque a conferência de hoje é um marco em direção ao tipo de segurança e estabilidade que é importante tanto para o Paquistão como para o Paquistão”, afirmou Hillary, depois, em coletiva. “Continuamos acreditando que o Paquistão tem um papel crucial a desempenhar.”

A conferência acontece dez anos após um evento similar organizado para reconstruir o Afeganistão após os ataques de 11 de Setembro. Em meio à crise, os países ocidentais estão sob pressão para reviver as economias domésticas e não para fortalecer um governo afegão criticado por ser corrupto e ineficaz.

Com Reuters e AP

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