Aliados de Obama defendem fim da guerra no Afeganistão

Legisladores afirmam que é impossível vencer a guerra no país e dizem que confronto virou "dreno de sangue e tesouro"

AFP |

Um grupo de legisladores americanos aliados da Casa Branca pediram nesta quinta-feira o fim da guerra no Afeganistão, comparando o conflito à Guerra do Vietnã e qualificando-o como "invencível", um "dreno do sangue e do tesouro" americano.

"Cada dólar gasto e cada vida perdida no Vietnã foi apenas isso: um desperdício", disse o congressista democrata Jerrold Nadler. "No Afeganistão é a mesma coisa. Cada dólar que gastamos, cada vida que perdemos é um desperdício."

Em torno de 21 legisladores uniram-se ao conselho "Retirada do Afeganistão", em oposição à continuação das operações nesse país, de acordo com um dos líderes do grupo, o representante dos Democratas John Conyers.

A revolta contra a estratégia do presidente americano, Barack Obama, ocorre enquanto a Câmara dos Representantes analisará um orçamento que deverá injetar mais 37 bilhões de dólares nas guerras do Afeganistão e do Iraque.

Pesquisas recentes mostraram que a opinião pública americana está profundamente pessimista sobre a guerra no Afeganistão, com a maioria afirmando que não vale a pena lutar, e vem crescendo o número de pessoas que apoiam a retirada americana quase nove anos depois do início da invasão, em 2001.

A Câmara dos Representantes também deverá analisar uma emenda apresentada pela democrata Barbara Lee que pede que o dinheiro seja usado apenas "para a segurança e a retirada ordenada" das forças americanas.

"Esta emenda requere o início do fim dessa longa guerra", disse, enfatizando que "o custo de sangue é muito grande".

A Câmara dos Representantes também deverá votar outra emenda democrata que pede que Obama estabeleça um calendário de retirada, apesar de muitos congressistas republicanos e democratas defenderem a estratégia de Obama.

"Não sabemos se teremos sucesso, mas acredito que estamos aqui para dizer que estamos comprometidos a votar, de novo, não, não e não", disse a democrata Sheila Jackson Lee.

O orçamento em consideração também inclui aproximadamente 3 bilhões de dólares em ajuda ao Haiti por conta do devastador terremoto no país, além de 701 milhões de dólares para a segurança na fronteira com o México e 304 milhões de dólares para a resposta ao derramamento de petróleo no Golfo do México.

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