Aliado de Berlusconi renuncia em meio a escândalo de corrupção

Umberto Bossi deixou liderança da Liga Norte, partido de extrema direita, após denúncias de uso de dinheiro público para reformar casa

iG São Paulo |

O líder de extrema direita italiano Umberto Bossi renunciou nesta quinta-feira à liderança do seu partido, a Liga Norte, após denúncias de que teria usado dinheiro público para reformar sua mansão e pagar férias para seus filhos.

Crise: Berlusconi renuncia e põe fim à era marcada por escândalos

Em nota, o partido disse que ele deixaria o cargo para "melhor defender e proteger a imagem do movimento e da sua família nessa situação delicada".

AP
Umberto Bossi deixa sede da Liga Norte em Milão
A decisão foi anunciada ao final de uma reunião do conselho partidário federal em Milão. O caso deve desestabilizar o partido de bandeira anti-imigração, enfraquecendo uma das principais forças parlamentares contrárias ao programa de austeridade do primeiro-ministro italiano, Mario Monti.

Nesta semana, o tesoureiro da Liga Norte, Francesco Belsito, e dois outros dirigentes haviam sido colocados sob investigação por suspeita de fraude e financiamento partidário ilegal.

Belsito, que deixou o cargo na terça-feira, teria usado verbas partidárias para gastos pessoais dos filhos de Bossi, incluindo viagens, jantares, hospedagens em hotéis e carros caros, além de melhorias na casa do líder.

Bossi, de 70 anos, não está sob investigação e negou ter usado dinheiro do partido para benefício próprio ou da sua família.

Conhecido por sua retórica ortodoxa e inflamada, Bossi liderava a Liga Norte desde sua fundação, no fim da década de 80, criada como um contrapeso nortista à corrupção no governo central.

Berlusconi

A renúncia de Bossi ocorre quase cinco meses depois da renúncia do aliado Silvio Berlusconi , premiê que estava no poder na Itália havia 17 anos.

Renúncia: Marcado por corrupção e escândalos sexuais, Berlusconi caiu pela economia

O magnata das comunicações de 75 anos dominou a vida política da Itália desde 1994, quando foi eleito premiê pela primeira vez, até 12 de novembro de 2011. As polêmicas que envolveram seu nome, como os escândalos sexuais e os casos de corrupção, foram pouco a pouco ruindo sua imagem de líder, mas não foram suficientes para tirá-lo do poder.

Foi a pressão da União Europeia e a desastrosa administração da crise econômica no país os principais fatores para a renúncia de Berlusconi, que deixa o cargo com uma popularidade de 22% - a menor da história.

*Com Reuters

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