Alguns presos morreram torturados, diz candidato perdedor no Irã

TEERÃ (Reuters) - Um dos candidatos derrotados na eleição à presidência do Irã, Mehdi Karoubi, disse nesta quinta-feira que alguns dos detidos após a votação presidencial de junho foram torturados até a morte, informou sua página na Internet. Notamos que, (mesmo estando) em um país islâmico, alguns jovens são espancados até a morte apenas por cantar slogans em protestos, informou o site de Karoubi.

Reuters |

Karoubi disse no domingo que alguns manifestantes, homens e mulheres, foram violentados sexualmente na prisão. As acusações foram negadas pelas autoridades iranianas, que as classificaram como "infudadas".

Ele repetiu as denúncias nesta quinta-feira, pedindo a formação de um comitê investigador independente para verificar sua denúncia em "uma atmosfera calma onde os parentes dos detentos e manifestantes libertados possam falar".

"Alguns dos detentos disseram ter sido forçados a tirar suas roupas. Depois eles foram forçados a caminhar de mãos e joelhos e foram dominados (pelos guardas da prisão)", disse Karoubi.

"Ou as autoridades os colocavam em cima uns dos outros enquanto estavam nus", acrescentou.

Muito dos detidos após as eleições foram mantidos na prisão de Kahrizak, ao sul de Teerã. Ao menos três pessoas morreram sob custódia no local e relatos de abusos na prisão causaram indignação.

As denúncias de abusos, que também são rejeitadas pelo chefe da polícia de Teerã, criaram um racha entre os políticos linha dura iranianos, muitos dos quais apoiaram a reeleição do presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

A polêmica eleição causou a maior onda de manifestações no Irã desde a Revolução Islâmica, de 1979.

O supremo líder iraniano, aiatolá Ali Khamenei, ordenou o fechamento da prisão Kahrizak no mês passado.

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