Al-Fayed diz que aceita veredito sobre caso da princesa Diana

Por Paul Majendie LONDRES (Reuters) - O pai de Dodi al-Fayed, empresário morto em um acidente de carro com a princesa Diana em 1997, disse na terça-feira que aceitou o veredito de um juri de inquérito e que estava desistindo de suas tentativas de mostrar que o casal havia sido assassinado.

Reuters |

'O bastante é o bastante', disse o Mohamed al-Fayed, dono das lojas Harrods com os olhos cheios de lágrimas em uma entrevista no 'News at Ten' do canal ITV, dizendo que abandonaria sua batalha legal por causa dos filhos de Diana, os príncipes William e Harry.

'Eu deixo o resto para Deus, para conseguir minha vingança, mas não farei mais nada', disse al-Fayed.

Um inquérito concluiu na segunda-feira que Diana e seu namorado, Dodi al-Fayed, foram ilegalmente mortos pela direção grosseiramente negligente do motorista e pela perseguição de fotógrafos paparazzi em um túnel de Paris.

Mohamed al-Fayed havia acusado o marido da rainha Elizabeth, o príncipe Philip, ex-sogro de Diana, de ter pedido aos serviços de segurança britânicos para matá-la, impendindo-a de se casar com um muçulmano e de ter seu bebê.

Ele disse que se encontrou com seus advogados na terça-feira e que ainda haviam opções legais, mas acrescentou: 'Estou cansado'.

Perguntado se não queria continuar com o caso, ele balançou sua cabeça e seus olhos se encheram de lágrimas.

'Eu sou um pai que perdeu seu filho e tenho feito tudo por 10 anos. Mas agora com o veredito, eu o aceitarei, mas com todas as restrições que mencionei', disse.

Ele disse que não aprovava o veredito '100 por cento' pois o juiz investigador do inquérito, o Lord Scott Baker, limitou a liberdade do juri.

Scott Baker disse que não havia evidências de que o marido da rainha Elizabeth havia ordenado a 'execução' de Diana, e disse que o juri não poderia concluir que Diana foi morta em um acidente armado.

Entretanto, al-Fayed disse que estava agradecido pois o juri conclui que as mortes de Dodi e Diana não foram acidentes, e sim mortes ilegais.

'Isso me dá muita satisfação pois isso prova o que penso, que meu filho e a princesa Diana foram assassinados', disse al-Fayed.

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