"Alex" deixa 4 mortos na Guatemala e El Salvador

Fenômeno atravessou mexicana Península de Yucatán e deve retomar força no Golfo do México, tornando-se tempestade tropical

iG São Paulo |

As fortes chuvas causadas desde sábado pelo fenômeno "Alex", o primeiro desta temporada do Oceano Atlântico, deixaram pelo menos quatro mortos na Guatemala e em El Salvador, país onde 500 pessoas foram retiradas de regiões de alto risco.

As duas mortes na Guatemala aconteceram em uma comunidade indígena no oeste do país. Segundo os bombeiros, as vítimas ficaram soterradas em um desabamento de terra na comunidade de Chuchesig, no Departamento de Sololá. Os mortos, identificados como Barloto Godoy, de 40 anos, e Ricardo Vásquez, de 45, foram as únicas vítimas reportadas na Guatemala em consequência do "Alex", que diminuiu de intensidade e passou a ser uma depressão tropical.

AP
Céu nublado é visto sobre a cidade mexicana de Cancún por causa da proximidade da depressão tropical Alex no sábado (26/06/2010)
Em El Salvador, as duas vítimas morreram ao ser arrastadas pelas fortes correntezas em dois municípios do Departamento de San Miguel, disse o diretor da Direção Geral da Proteção Civil, Jorge Meléndez. Segundo ele, o total de pessoas que permanecem em abrigos nos Departamentos de Sonsonate (oeste), Cuscatlán e La Paz (centro) e San Miguel (leste) supera os 500.

Na Guatemala, segundo a Coordenadora Nacional para a Redução de Desastres (Conred), o fenômeno também provocou inundações, desabamentos, afundamentos e deslizamentos em diferentes pontos do país.

Retomada de força

Na noite deste domingo, a depressão tropical terminou de cruzar a Península de Yúcatan, onde está deixando um rastro de fortes chuvas, e já se encontra sobre as águas do Golfo do México, onde deve readquirir velocidade e força em algumas horas, informou o Serviço Meteorológico Nacional (SMN) do México. O "Alex" se desloca a 15 km/h acompanhado de ventos de 55 km/h e sequências de até 75 quilômetros, deixando chuvas fortes e intensas no sudeste do México.

Para a próxima madrugada, o SMN prevê que os ventos que acompanham o "Alex" cheguem aos 65 km/h e que o fenômeno volte a ser uma tempestade tropical. "Espera-se que tenha fortalecimento rápido durante esta noite, mantendo seu movimento rumo ao oeste-noroeste", explicou o SMN em um boletim emitido às 17h locais (20h em Brasília).

A mesma avaliação foi feita pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos, que disse que a depressão poderia voltar a se tornar tempestade tropical ao passar pelas águas quentes do Golfo do México. "Espera-se que Alex retome a intensidade de tempestade tropical nesta noite ou nas primeiras horas de segunda-feira", disse o Centro, sediado em Miami.

O clima ruim provocado pela depressão levou o México a fechar dois de seus principais portos petrolíferos no Golfo, Dos Bocas e Cayo Arcas, embora tenha sido mantido aberto o de Coatzacoalcos. O México embarca nesses três portos 97% de suas exportações de petróleo.

No sábado, a Guarda Costeira dos Estados Unidos disse que o Alex não representava uma ameaça iminente aos esforços da empresa British Petroleum de limpeza e contenção do óleo que vazou do poço Macondo, no Golfo.

A previsão era de que o Alex emergisse no Golfo do México neste domingo e voltasse a tocar a terra como furacão durante a próxima semana entre Brownsville, no Estado norte-americano do Texas, e Tuxpan de Rodríguez Cano, no México, sem causar danos ao trabalho de limpeza da BP.

Por enquanto a primeira tempestade tropical da temporada, transformada temporariamente em depressão tropical, não deixou vítimas na sua passagem pelo México, mas sim inúmeras precipitações que mantêm ativado, com caráter preventivo, sobretudo, os sistemas de Defesa Civil locais.

*Com EFE, AFP e Reuters

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