Alencar e Sarney lamentam morte de Alfonsín

Brasília, 1 abr (EFE).- O vice-presidente José Alencar e o presidente do Senado, José Sarney, lamentaram hoje a morte do ex-presidente da Argentina Raúl Alfonsín, a quem Alencar disse que os argentinos e todos os defensores da democracia e da liberdade estarão eternamente agradecidos.

EFE |

O ex-presidente da Argentina morreu ontem terça-feira, aos 82 anos, como consequência de um câncer, doença contra a qual Alencar luta há mais de dez anos.

Alencar exerce a Presidência interina, já que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi a Londres para a Cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes).

Ele destacou "a contribuição valente (de Alfonsín) para a superação de uma das fases mais difíceis da história", como primeiro presidente civil da Argentina após o regime militar de que durou de 1976 a 1983.

Lembrou, ainda, que "o Tratado de Paz e Amizade entre Argentina e Chile assinado em 1985, durante seu Governo, encerrou um longo período de disputas" entre estes dois países.

Alencar, a título pessoal, expressou "ao povo argentino e a seus governantes" seu "sentimento de dor e pesar pelo falecimento" de Alfonsín, que "já é parte da história de nosso continente".

Além de Alencar o presidente do Senado e ex-presidente da República José Sarney, cujo mandato coincidiu com o de Alfonsín, elogiou sua "grande firmeza de convicções e a grandeza política para dar os passos decisivos no processo de democratização" argentino.

De acordo com Sarney, Alfonsín também "abriu o caminho da integração latino-americana", por seu papel na fundação do Mercosul, bloco integrado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

Também ressaltou que, juntos, os dois conseguiram "inverter o processo histórico de hostilidade entre Brasil e Argentina, para transformá-lo em um firme processo de integração que não teria sido possível sem Alfonsín". EFE ed/jp

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