Alemão que matou muçulmana grávida em tribunal pega prisão perpétua

Um homem que matou a facadas uma egípcia na frente do seu marido e de seu filho de três anos de idade dentro de um tribunal alemão em julho foi condenado nesta quarta-feira à prisão perpétua.

BBC Brasil |

De acordo com o veredicto, anunciado no mesmo tribunal na cidade de Dresden onde ocorreu o crime, o réu Alexander Wiens não terá direito a ser libertado por bom comportamento.

Wiens, um cidadão alemão de origem russa de 28 anos de idade, admitiu ter esfaqueado Marwa Sherbini, mas disse que sua ação não foi premeditada.

O crime causou revolta em vários países islâmicos. Durante o julgamento, a promotoria disse que Wiens foi motivado pelo seu "ódio a não-europeus e muçulmanos".

O caso

O caso começou com uma discussão em um playground em 2008. A farmacêutica Sherbini teria pedido a Wiens para que ele deixasse seu filho usar o balanço no qual ele estava sentado. Ele se recusou e a ofendeu. Ela o processou e o rapaz foi multado em 780 euros por difamação.

Segundo a promotoria, Wiens trouxe escondida uma faca de cozinha de 18 cm ao comparecer ao tribunal para o julgamento de um recurso contra a decisão, em julho.

O alemão usou a faca para atacar Sherbini, esfaqueando-a 16 vezes. A mulher de 31 anos, grávida de três meses, sangrou até morrer em frente a seu marido e filho de três anos de idade.

O próprio marido foi esfaqueado ao tentar proteger a esposa e recebeu, acidentalmente, um tiro de um segurança do tribunal.

Líderes muçulmanos criticaram a Alemanha pela condução do caso, alegando que as autoridades do país demoraram demais em condenar o assassinato.

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