Alemão é condenado na França a 18 anos de prisão por atentado em Jerba

Christian Ganczarski, um alemão convertido ao Islã, foi condenado nesta quinta-feira por um tribunal de Paris a 18 anos de prisão por cumplicidade no atentado cometido contra a sinagoga de Jerba, que deixou 21 mortos em abril de 2002.

AFP |

Walid Nawar, irmão do jovem camicase tunisiano Nizar Nawar, foi condenado a 12 anos de prisão. Nizar dirigia o caminhão-bomba que foi lançado contra a sinagoga.

Christian Ganczarski foi considerado culpado de "cumplicidade em assassinato" por ter falado com Nizar Nawar ao telefone poucas horas antes do atentado, e de "formação de quadrilha relacionada a uma associação terrorista"; ele esteve em contato várias vezes com líderes da Al-Qaeda, entre eles Osama bin Laden, no Paquistão e no Afeganistão.

Walid Nawar foi condenado por ter fornecido material a seu irmão, como documentos falsos e um telefone por satélite comprado na França.

O atentato de Jerba, em abril de 2002, havia feito 21 mortos, entre eles 14 turistas alemães, 5 Tunisianos e 2 franceses. Foi a presença de um francês entre as vítimas que permitiu a abertura de um processo na França.

Christian Ganczarski permaneceu impassível ao ouvir o veredicto.

O Ministério Público havia pedido para ele 30 anos de reclusão.

Foram sete horas de deliberações. A corte especial de Paris, encarregado de julgá-lo, era composta de sete magistrados especializados em questões de terrorismo.

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