O governo alemão anunciou nesta segunda-feira que poderá vir a acolher os presos de Guantánamo se essa controvertida prisão americana for fechada, mas só dentro de uma ação conjunta com outros países da União Européia (UE).

"Do nosso ponto de vista, o tema de uma acolhida de presos não é aventada no momento", afirmou o vice-porta-vz do governo de Berlim, Thomas Steg, explicando que, como o presidente eleito Barack Obama ainda não assumiu, a questão do fechamento de Guantánamo ainda não foi cogitado concretamente.

"Examinaremos este tema e queremos fazê-lo quando conheçamos os planos concretos, incluindo o calendários do novo governo americano", acrescentou.

"Mas digo claramente: do ponto de vista da chancelaria, a aventual acolhida de presos de Guantánamo fora de seus países de origem e dos Estados Unidos não é um problema especificamente alemão. Se assumirmos uma posição só o faremos num contexto europeu, com base num acordo entre todos os países membros da União Européia", ressaltou Steg.

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