Alemanha se unirá ao Brasil por reforma do Conselho de Segurança

Segundo Ministério das Relações alemão, órgão da ONU obedece à lógica do pós-guerra e precisa de mudanças

Reuters |

A Alemanha espera se juntar à pressão de Brasil e Índia pela reforma do Conselho de Segurança da ONU em 2011, ano em que os três países estarão juntos no órgão.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores alemão, Andreas Peschke, disse nesta quarta-feira que a Alemanha acredita que a era do pós-guerra, em que foi criado o Conselho com cinco membros permanentes com poder de veto (Estados Unidos, Rússia, Grã-Bretanha, França e China) já acabou e que mudanças são necessárias.

O entitulado Grupo dos Quatro (G-4), composto por Brasil, Japão, Índia e Alemanha, pressiona há quatro anos por assentos permanentes no Conselho. Peschke afirmou que todos estes países, com exceção do Japão, ocuparão os assentos rotativos do órgão este ano.

"Um novo momento (para a reforma) pode estar surgindo desta reunião (dos países)", disse ele em coletiva de imprensa do governo. "Claro que esperamos usar este momento porque, na nossa visão, já é hora de termos uma reforma do Conselho de Segurança, simplesmente porque o Conselho de Segurança não reflete o mundo como ele é hoje, mas como ele era no final da 2a Guerra Mundial".

Ele acrescentou também que "em um mundo que está mudando drasticamente, o Conselho de Segurança, como o maior zelador da paz e segurança mundial, obviamente precisa ser mudado".

A Alemanha, um dos maiores contribuintes da Organização das Nações Unidas, iniciou seu mandato de dois anos no Conselho de Segurança em 1º de janeiro.

Apesar do apoio de membros permanentes ao apelo individual de nações do G-4 para se juntarem ao Conselho, nenhum acordo comum foi acertado.

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