Alemanha se compromete a ajudar o Brasil a preservar a Amazônia

A Alemanha ajudará o Brasil a proteger a floresta Amazônica, cuja destruição contribui para o aquecimento global - declarou nesta terça-feira em Berlim o ministro alemão do Meio Ambiente, Sigmar Gabriel, ao retornar de uma viagem do Brasil.

AFP |

"O Brasil se esforça muito para conservar sua floresta tropical", assegurou Gabriel em uma coletiva à imprensa onde explicou que está sendo criada uma zona de proteção de 50 milhões de hectares.

Após uma oferta da Noruega de 500 milhões de euros para projetos de proteção de florestas, o Brasil está disposto a aumentar sua zona de proteção, segundo o ministro alemão.

"Nós estaremos igualmente dispostos a colaborar financeiramente", afirmou Gabriel ao lado da ministra brasileira, Marina Silva, e outros dirigentes de várias organizações ecologistas.

O ministro se comprometeu em apoiar a reivindicação do Brasil e de outros países em desenvolvimento de instaurar medidas legais obrigatórias contra a pirataria biológica.

O objetivo é evitar que as empresas usem informações genéticas e conhecimentos tradicionais de um país para desenvolver produtos sem que esse país se beneficie dos lucros, ressaltou.

Esta petição será formulada durante a cúpula da ONU sobre a biodiversidade em Bonn, no oeste da Alemanha, dentro de duas semanas.

"Deve se encontrar uma compensação justa entre os países em desenvolvimento e os industrializados sem introduzir regras burocráticas que freiem o desenvolvimento de inovações técnicas baseadas na biologia", acrescentou o ministro.

Gabriel comentou a acusação sobre os biocombustíveis como fator agravante da crise alimentar mundial ao assegurar que "a produção de energia verde não é boa nem ruim; deve-se ter respeito às normas concretas ecológicas e social".

Segundo ele, as plantações de cana-de-açúcar no Brasil usadas para a produção de biocombustíveis ocupam terrenos abandonados ou antigos cafezais, e, conseqüentemente, não destroem florestas.

Entre 1990 e 2005, o conjunto dos países da Amazônia foi responsável por 26% (3,7 milhões de hectares) do desmatamento mundial, causador de 20% das emissões de dióxido de carbono, à frente das indústrias de transporte.

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