Alemanha, Romênia e Áustria pedem fim dos ataques a Gaza

Berlim, 4 jan (EFE).- Os Governos de Alemanha, Romênia e Áustria expressaram hoje sua preocupação pela escalada de violência na Faixa de Gaza e pediram o fimimediato das hostilidades.

EFE |

O ministro alemão de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, se declarou "preocupado" pela violência na Faixa de Gaza e destacou que o crescimento dos ataques atrasa a "esperança" de uma trégua em curto prazo e, afirmou ser importante que a comunidade internacional trabalhe de forma "urgente" por isto.

Steinmeier apelou de novo a todas as partes para facilitar a ajuda humanitária a Gaza a fim de aliviar a "dramática" situação da Faixa, onde os ataques israelenses mataram quase 500 pessoas na última semana.

O ministro transmitiu essa mensagem por telefone a suas colegas israelense e americana, Tzipi Livni e Condoleezza Rice, respectivamente.

Segundo ele, deve se buscar uma solução que garanta no longo prazo a segurança de Israel e que, segundo sua opinião, passa por deter os ataques com foguetes do movimento islâmico palestino Hamas sobre território israelense e impedir o contrabando de armas para a Faixa de Gaza.

Por sua parte, o Governo da Romênia expressou também sua profunda preocupação pelo aumento da violência em Gaza e disse ser urgente o fim dos ataques para permitir a proteção dos civis.

Segundo informações não oficiais, cerca de mil pessoas com passaportes romenos vivem na Faixa de Gaza, mas até agora apenas 64 solicitaram assistência à Embaixada da Romênia em Tel Aviv.

O Governo da Áustria pediu também o fim das atividades militares em Gaza. Seu ministro de Relações Exteriores, Michael Spindelegger, disse que "este conflito não tem solução militar" e pediu as partes para estabelecer um cessar-fogo e um retorno à mesa de negociações.

O conflito começou justamente com o fim de um cessar-fogo, em 19 de dezembro, que o Hamas afirmou que não renovaria, e assim seguiu lançando foguetes contra território israelense, o que já fazia antes mesmo do término da trégua, violando seus termos.

Apesar disto, o ministro austríaco acredita que "a única saída possível é um cessar-fogo e negociações. Todos os esforços devem ser dirigidos a uma solução política".

Desde quinta-feira, 1º de janeiro, a Áustria faz parte do Conselho de Segurança da ONU como membro não-permanente. EFE inte/jp

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