Alemanha rejeita rápida entrada de Ucrânia e Geórgia na Otan

Bucareste, 2 abr (EFE) - A Alemanha continua rejeitando uma rápida ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em direção a Ucrânia e Geórgia, disse hoje a chanceler alemã, Angela Merkel, em sua chegada a Bucareste, onde acontece entre hoje e sexta-feira a cúpula de chefes de Estado da Aliança Atlântica. Merkel disse que está fora de discussão que ambos os países recebam uma perspectiva de adesão, mas ressaltou que ainda é cedo demais para que as duas nações sejam admitidas no Plano de Ação para a Adesão, considerado a ante-sala para a adesão à Aliança. Em todo caso, a chanceler alemã disse que a porta está aberta para essas duas ex-repúblicas soviéticas. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu hoje em Bucareste a aproximação com ambos os países.

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"A posição do meu país está clara: a Otan deveria dar as boas-vindas a Ucrânia e Geórgia ao Plano de Ação", ressaltou Bush.

"A entrada na Otan deve permanecer aberta a todas as democracias européias que buscam isso e estejam dispostas a compartilhar as responsabilidades do que representa ser membro da Otan", disse.

A Rússia - que não é membro da organização - afirmou que uma aproximação da Aliança com essas repúblicas ex-soviéticas teria "duras conseqüências".

Quanto à integração de Albânia, Macedônia e Croácia na Organização, Merkel expressou sua esperança de poder convidar os três países a entrar na Aliança.

Tudo indica que o convite da Croácia não causará problemas na Otan, enquanto o conflito sobre a denominação da Macedônia entre Atenas e Skopje poderia suspender, por enquanto, a entrada desse país e também da Albânia. EFE jk/db

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