Alemanha realiza nova conferência sobre bombas de fragmentação

Delegados de 80 países que se comprometeram a destruir todas suas bombas de fragmentação iniciaram nesta quinta-feira uma conferência de dois dias, em Berlim, para examinar os progressos obtidos desde o acordo nesse sentido obtido em 2008.

AFP |

No entanto, Estados Unidos, Israel, Rússia e Geórgia - países que utilizaram bombas de fragmentação nos últimos anos e que se negam a assinar o acordo - não estarão presentes, assim como China, Índia e Paquistão.

As bombas de fragmentação são armas muito controversas pelas consequências que podem ter sobre a população civil, uma vez que podem ser utilizadas também como minas antipessoais.

Estas bombas foram projetadas para que, ao detonar sobre a terra, fragmentem-se em pequenas bombas que se dispersam numa ampla zona onde permanecem ativadas de forma permanente.

Esses projéteis, que explodem ao entrar em contacto com qualquer alvo, funcionam na prática como minas que são ativadas com o pisar de uma pessoa.

Os especialistas afirmam que em 10% dos casos, as bombas de fragmentação não detonam ao tocar a superfície, o que as torna elementos particularmente perigosos para a população civil durante e depois da guerra.

Segundo denúncia da Human Rights Watch, no Afeganistão ainda permanecem sem explodir 250.000 projéteis disseminados pelas bombas americanas.

As bombas de fragmentação são empregadas para atacar tanques, material militar e tropas inimigas; mas também são utilizadas como minas antipessoais, proibidas pelas convenções internacionais.

prh/cn/fp

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