Alemanha pede prisão de ex-ditador argentino Videla

BERLIM (Reuters) - A Alemanha divulgou um mandado de prisão para o ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla sob acusações de que ele teria assassinado um alemão, disseram promotores nesta sexta-feira. O general na reserva de 84 anos, que foi indiciado na Argentina por roubar bebês de presos políticos para dá-los a simpatizantes durante seu governo (de 1976 a 1981), liderou uma das ditaduras mais sangrentas da América do Sul nos anos 1970.

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"Nós emitimos um mandado de prisão contra o ex-chefe da Junta", disse Thomas Koch, porta-voz da Promotoria na cidade alemã de Nuremberg.

Koch disse que era improvável que a Argentina fosse extraditar Videla, mas a Alemanha renovou seu apelo para a comunidade internacional prendê-lo, tornando arriscado para ele viajar ao exterior.

Cerca de 30 mil pessoas foram sequestradas e mortas durante a chamada "guerra suja" da Argentina contra a dissidência de esquerda, segundo grupos de direitos humanos.

Koch disse que promotores de Nuremberg descontinuaram sua investigação sobre os assassinatos de alemães durante a ditadura de Videla há vários anos devido a falta de provas.

"Agora, no entanto, os restos de um indivíduo foram identificados e sabemos que essa pessoa foi assassinada, e é por isso que podemos reabrir a investigação mais uma vez", disse.

A mídia alemã disse que o homem assassinado se chamava Rolf Stawowiok.

Em 1988, um juiz na Argentina decretou a prisão de Videla em ligação com o roubo do bebê. Na prisão por pouco tempo devido a sua idade, ele foi colocado sob prisão domiciliar.

O tempo está correndo para os promotores. A maioria dos líderes militares dos anos 1970 está agora com mais de 80 anos.

(Reportagem de Sarah Marsh)

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