Alemanha liberta terrorista condenado por 9 mortes nos anos 70

Berlim, 24 nov (EFE).- A Audiência Territorial de Stuttgart decidiu hoje conceder a liberdade a Christian Klar, chefe da extinta organização terrorista Fração do Exército Vermelho (RAF, na sigla de alemão), preso há mais de 25 anos.

EFE |

Condenado a cinco penas de prisão perpétua, Klar, de 56 anos, poderá abandonar a prisão de alta segurança de Stuttgart-Stammheim a partir de 3 de janeiro de 2009, quando completa 26 anos de detenção.

Junto com Brigitte Mohnhaupt, liberada anteriormente, Christian Klar é considerado o chefe da chamada segunda geração da RAF, organização socialista também conhecida como Baader-Meinhof e protagonista dos atentados mais sangrentos que cometeu a quadrilha na segunda metade dos anos 70.

Os juízes do tribunal Stuttgart, que em 1998 estabeleceu que devido a sua "grave culpabilidade" Klar não poderia ser libertado antes de completar 26 anos de prisão, alegaram em sua sentença de hoje que não existe já perigo que ele retorne à atividade terrorista.

O presidente alemão federal, Horst Köhler, rejeitou no ano passado uma solicitação de indulto apresentada por Christian Klar pouco após reunir-se com ele na prisão de Stuttgart.

Detido em 1982, Christian Klar foi condenado em 1985 a prisão perpétua por nove assassinatos, entre eles os de Hans Martin Schleyer, presidente de uma associação patronal alemã, que foi previamente seqüestrado, do procurador-geral Siegfried Buback e do banqueiro Jürgen Ponto.

Sucessor, com Brigitte Mohnhaupt, na direção da RAF de Andreas Baader e Ulrike Meinhof, Cirstian Klar foi um dos principais protagonistas do chamado "Outono Negro" de 1977, quando aconteceu a maior onda de crimes da organização terrorista alemã, que anunciou sua dissolução com um comunicado em 1998. EFE jcb/jp

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