Alemanha insiste que não houve vítimas civis em bombardeio no Afeganistão

Berlim, 6 set (EFE).- O Ministério de Defesa alemão insistiu hoje que o bombardeio contra dois caminhões no norte do Afeganistão, na sexta-feira, não fez vítimas civis, apesar das críticas contra a operação feita por outros países aliados e de informações que apontam para mais de 120 mortos.

EFE |

A oposição, através do Partido Verde e do Partido da Esquerda, exige explicações do Parlamento sobre o ocorrido, enquanto crescem as críticas contra a política informativa do ministro de Defesa, Franz-Josef Jung.

Um porta-voz de seu ministério reiterou hoje que mais de 50 pessoas morreram durante a operação militar ordenada pelos alemães da Força de Segurança e Assistência Internacional (Isaf, na sigla em inglês), na cidade afegã de Kunduz, mas que todas elas eram guerrilheiros talibãs que tinham participado do roubo dos dois caminhões de combustível.

O porta-voz qualificou de "números absolutamente incompreensíveis" as informações fornecidas para alguns meios de comunicação, que fazem referência a fontes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e apontam para até 125 mortos no bombardeio, muitos deles civis, inclusive mulheres e crianças.

"Seguimos sem saber se houve civis mortos", disse o porta-voz do Ministério de Defesa, em contraste com as informações procedentes do Afeganistão e divulgadas por vários meios de comunicação ocidentais, que afirmam o contrário.

O líder parlamentar dos verdes, Jürgen Trittin, exigiu hoje que a chanceler alemã, Angela Merkel, compareça diante do Parlamento para fazer um pronunciamento de Governo sobre a operação militar, e a acusaram, além de seu ministro da Defesa, de tentar "ocultar a verdade sobre o fatal bombardeio no Afeganistão".

"A morte e os ferimentos sofridos por vários civis significam uma escalada dramática da intervenção bélica do Exército federal no Afeganistão", disse Dagmar Enkelmann, em nome do Partido da Esquerda. EFE jcb/pd

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