Alemanha e Japão lançam planos para reanimar economia

O governo alemão anunciou nesta terça-feira um pacote de 50 bilhões de euros para reaquecer a economia do país e frear os efeitos negativos da crise financeira mundial. O Japão também anunciou um pacote para ajudar empresas.

BBC Brasil |

O governo alemão vai investir ao longo de 2009 e 2010 um total de 50 bilhões de euros (cerca de R$ 150 bilhões) em obras como reformas de escolas, construção de estradas e expansão das linhas ferroviárias.

A idéia é que esses investimentos em infra-estrutura ajudem as empresas alemãs a contornar a crise e também a evitar demissões em massa. O pacote é o maior conjunto de medidas econômicas já anunciado no país depois da 2ª Guerra.

As medidas também incluem um bônus para famílias com crianças, vantagens tributárias para pessoas físicas e jurídicas e um prêmio de 2,5 mil euros (cerca de R$ 7,5 mil reais) para quem comprar um automóvel novo e levar seu carro antigo para o ferro-velho.

A indústria automobilística, um dos pilares da economia alemã, está entre os setores que mais sofrem com a crise financeira mundial.

Pacote japonês
O governo do Japão também anunciou hoje um pacote de 4,8 trilhões de ienes (cerca de R$ 125 bilhões) para ajudar empresas em crise.

O ministro japonês da economia, Toshihiro Nikai, disse que o dinheiro vai ser usado para comprar ações de empresas consideradas importantes para a economia, não importa em qual setor.

Como o Japão, a Alemanha está enfrentando uma recessão - a pior do pós-guerra, com um retrocesso do crescimento econômico nos dois trimestres passados devido principalmente à queda nas exportações. O país é o maior exportador do mundo.

Dívida recorde
Para financiar o pacote, o governo alemão vai ter que fazer novos empréstimos, o que significa que a dívida estatal deverá bater todos os recordes em 2009.

Economistas acreditam que o país terá que fazer novas dívidas no valor de 45 bilhões a 50 bilhões de euros. Antes da crise a Alemanha planejava reduzir os novos empréstimos a zero até 2011.

A primeira-ministra alemã, Angela Merkel, defendeu o pacote dizendo que nesta época de crise financeira a economia precisa ser ajudada com medidas pouco ortodoxas. A oposição critica o endividamento dizendo que as próximas gerações terão que pagar essa conta.

Este é o segundo pacote anunciado pelo governo; o primeiro, anunciado em novembro de 2008, visava sobretudo estabilizar o mercado financeiro e garantir o fluxo de empréstimos para as empresas.

O pacote ainda tem que ser aprovado pelo Parlamento alemão e pela Câmara dos Estados, o equivalente ao Senado na Alemanha. No entanto, a aprovação é tida como certa, já que os partidos do governo têm a maioria nas duas câmaras.

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