Alemanha e EUA dão leve esperança de melhora da crise

Por Matt Falloon e Paul Carrel LONDRES/BERLIM (Reuters) - O empresariado alemão acompanhou o governo dos Estados Unidos nesta sexta-feira e ofereceu pequena esperança de que a crise econômica global possa se atenuar, mas Grã-Bretanha e Espanha mostraram que milhões de pessoas ainda enfrentam grande sofrimento.

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O secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, disse que o declínio mostra sinais de enfraquecimento enquanto o índice do instituto de pesquisas Ifo, referência da confiança do empresariado da Alemanha --uma das grandes economias europeias mais atingidas pela recessão--, subiu mais que o esperado, ainda que ante uma mínima recorde.

A Ford impulsionou a confiança com a divulgação de um prejuízo menor que o esperado e informou que segue dentro do planejado para alcançar o equilíbrio financeiro em 2011.

Mas o colapso das vendas de automóveis atingiu a Volvo, segunda maior fabricante de caminhões do mundo, que sofreu prejuízo acima do previsto.

Autoridades de nações desenvolvidas e emergentes não vão hesitar em procurar os primeiros sinais de recuperação, enquanto se iniciam as reuniões do G7 e do G20 em Washington nesta sexta-feira. Mas outros países europeus mostraram que as dificuldades tendem a piorar mais.

A economia britânica se contraiu anualmente no ritmo mais acelerado desde 1980, quando muitos setores do país entraram em colapso com as severas medidas da primeira-ministra Margaret Thatcher.

Na Espanha, até recentemente um dos maiores sucessos econômicos da Europa, a taxa de desemprego saltou para mais de 17 por cento.

FIM DA QUEDA LIVRE?

Geithner disse que existem sinais de melhora nos mercados e na economia global, mas admitiu que a perspectiva para 2009 continua desafiadora.

"Nas últimas semanas, têm surgido alguns sinais encorajadores de que o declínio econômico global pode estar desacelerando", escreveu no Financial Times. "As condições em alguns mercados financeiros melhoraram e o declínio no comércio global pode estar diminuindo."

A Alemanha sugeriu que o ponto de inversão de tendência pode estar surgindo no horizonte. O instituto econômico Ifo de Munique divulgou que a confiança do empresariado no país subiu em abril para o maior nível em cinco meses.

O indicador da atividade empresarial, baseado em uma pesquisa feita com cerca de 7 mil empresas, subiu para 83,7, ante 82,2 em março.

"É o fim da crise? Não, não é, mas a queda livre da economia parece ter chegado ao fim, levando a uma frágil estabilização na segunda metade do ano", disse Carsten Brzeski, economista da ING Financial Markets.

Em outros países, as perspectivas não são de melhora. A economia britânica se retraiu nada menos que 4,1 por cento na comparação ano a ano no primeiro trimestre de 2009.

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