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Alemanha e Brasil expressam preocupação por expansão de colônias judias

Brasília, 10 mar (EFE).- Os ministros de Assuntos Exteriores da Alemanha, Guido Westerwelle, e do Brasil, Celso Amorim, expressaram hoje a preocupação de seus Governos pelos planos de Israel de construir 1,6 mil novas casas em Jerusalém Oriental.

EFE |

"É um sinal equivocado em um momento errado", manifestou o ministro alemão durante uma entrevista coletiva conjunta realizada em Brasília, onde hoje iniciou uma visita oficial ao Brasil.

Segundo Westerwelle, "não é uma decisão de pouca importância e é motivo de muita preocupação para o Governo alemão".

Israel anunciou a decisão de construir 1,6 mil casas em Jerusalém Oriental, com o que ampliará a colônia de Ramat Shlomo, que está habitada por ultra-ortodoxos judeus e situada perto da Linha Verde, como é conhecida a fronteira virtual entre os territórios israelense e palestino.

Amorim disse que o Brasil se soma à condenação internacional que gerou a decisão de Israel, país onde o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, iniciará na próxima segunda-feira uma viagem, que incluirá também os territórios palestinos e à Jordânia.

"Lamentamos que essa decisão seja tomada em um momento em que parecia que podia haver um reatamento das negociações entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina", declarou Amorim, quem apontou que "aparentemente há quem não se interessa na paz" no Oriente Médio.

"Deploramos o aumento dos assentamentos (israelenses)", porque "achamos que tornará tudo mais difícil" para esse possível reinício das negociações de paz, acrescentou.

Em relação ao Oriente Médio, os ministros conversaram sobre o programa nuclear desenvolvido pelo Irã, assunto no qual afloraram as diferenças.

Westerwelle defendeu o esforço dos Estados Unidos por avançar em direção a sanções internacionais contra o Irã pelas suspeitas que desperta seu desenvolvimento nuclear, enquanto Amorim reiterou que o espaço para a negociação "não está esgotado".

Segundo o ministro alemão, após dois anos de negociações com o Governo de Teerã "não se veem contrapartidas à mão que foi estendida" pela comunidade internacional, por isso que o caminho que fica é "aplicar sanções".

Amorim, por sua vez, insistiu em que "não há razões para não negociar com o Irã", sobretudo para a busca de uma "solução pacífica e sem custos para a população iraniana", que será a que sofra em caso que se apliquem sanções comerciais. EFE ed/dm

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