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Alemanha defende programa para talibãs arrependidos

Berlim, 24 jan (EFE).- O Governo alemão defenderá na conferência sobre o Afeganistão, em Londres, a implantação de um programa para talibãs arrependidos, que receberão apoio financeiro, e oferecerá também um aumento de seu contingente, para um número de até 1,5 mil soldados a mais.

EFE |

"Os terroristas talibãs têm muitos seguidores que não caíram no mau caminho por fanatismo, mas por razões econômicas. Queremos oferecer-lhes uma perspectiva econômica e social, a eles e a seus parentes", disse o ministro de Assuntos Exteriores alemão, Guido Westerwelle, ao jornal "Bild am Sonntag".

Westerwelle, que representará ao Governo alemão em Londres, considera que o objetivo da conferência internacional, que será realizada no próximo dia 28, deve se concentrar na "reconstrução civil" do Afeganistão, com vistas a uma "perspectiva de retirada" para os próximos quatro anos.

O ministro da Defesa alemão, Karl-Theodor zu Guttenberg, anunciou ao "Frankfurter Allgemeine Zeitung" um aumento do contingente atual, cujo teto máximo agora está em 4,5 mil soldados - do total de 85 mil nas forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) -, que deverá se concretizar na próxima semana e ficará condicionado aos resultados da conferência.

Os dois ministros tinham se pronunciado antes contra um aumento das tropas alemãs, com base em que a Alemanha já tem no país o terceiro maior contingente - depois dos EUA e do Reino Unido - e que devia se trabalhar, prioritariamente, na reconstrução civil.

Em sua entrevista ao jornal, Westerwelle afirma agora que nunca rejeitou categoricamente o envio de mais soldados, mas que seu Governo não dará "um cheque em branco" se não houver o marco adequado, centrado na reconstrução civil. EFE gc/an

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