Alemanha aumenta ajuda para Haiti e anuncia morte de alemão no terremoto

Berlim, 16 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores alemão, Guido Westerwelle, anunciou hoje que aumentará a ajuda do país às vítimas do terremoto do Haiti de seis milhões de euros para 7,5 milhões de euros.

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Além disso, o chefe da diplomacia alemã confirmou a primeira morte de um cidadão alemão no terremoto, cuja identidade não foi divulgada.

Segundo Westerwelle, cerca de 30 cidadãos alemães continuam desaparecidos e, por isso, a possibilidade de outras mortes não pode ser descartada.

O ministro explicou que, dos 7,5 milhões de euros de ajuda imediata do Governo alemão para o Haiti, 2,5 milhões serão destinados a alimentos.

Além disso, anunciou que uma missão avançada de especialistas de unidades técnicas de proteção civil está preparando a instalação de estações de reciclagem e tratamento de água que poderão atender quase 60 mil pessoas.

Westerwelle também comentou que a Alemanha está preparando a montagem no Haiti de um grande hospital móvel e destacou que empresas do ramo farmacêutico comunicaram sua intenção de fornecer remédios gratuitamente.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de "centenas de milhares" de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a missão de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 - considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da "Agência Brasil". EFE jcb/bba

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