Alemanha aprova plano para facilitar imigração qualificada

Berlim, 16 jul (EFE) - O Governo alemão aprovou hoje um plano para favorecer a entrada de imigração altamente qualificada e facilitar a permanência de estrangeiros com formação universitária, com o compromisso de que não deixará o país de origem sem especialistas. O plano de ação foi apresentado pelos ministros de Interior e de Trabalho alemães, o conservador Wolfgang Schäuble e o social-democrata Olaf Scholz, respectivamente, e pretende conseguir uma imigração de acordo com as necessidades do mercado de trabalho e o mundo acadêmico alemão. Assim, em 1º de janeiro de 2009, será suspensa toda restrição para cidadãos com formação universitária procedentes dos novos Estados-membros da União Européia (UE). Para quem vier de países de fora da UE, está mantida a norma que exige que se demonstre primeiro que não há outro candidato alemão ou do bloco para o posto ao qual aspiram. Será concedida permissão de residência ilimitada a todo acadêmico que possa comprovar rendas no país superiores aos 63.600 euros - em vez dos 86.

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400 euros que até agora eram pedidos.

Além disso, será favorecida a permanência dos universitários estrangeiros no país, uma vez concluídos seus estudos, facilitando o acesso a um posto de trabalho.

Os graduados universitários estrangeiros que se encontram na Alemanha, até agora sob o status de "tolerados", terão permissão de residência ilimitada se trabalharam no país durante dois anos em um ofício equivalente à sua formação.

Schäuble qualificou o modelo de "moderno" e garantiu, ainda, que serão estabelecidas as regulações necessárias para que isso não atue em detrimento dos acadêmicos alemães e que impedirá que se contrate estrangeiros por salários inferiores dos oferecidos aos trabalhadores do país.

Será dada prioridade à contratação de acadêmicos alemães ou de imigrantes que já residam no país. E, além disso, serão criadas as regras necessárias para garantir que não haja um efeito "ímã" no mercado germânico que deixe o país de origem sem pessoal qualificado.

Diante destas facilidades para os estrangeiros com título universitário, serão mantidas, até 2011, as restrições até agora existentes para o acesso ao mercado de trabalhadores dos novos Estados-membros da UE sem essa formação. EFE gc/rb/db

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