Alemães recorrem contra voto eletrônico por facilidade de fraude

Berlim, 28 out (EFE).- Dois cidadãos alemães apresentaram hoje um requerimento ao Tribunal Constitucional contra o voto eletrônico, usado nas eleições gerais de 2005, por afirmarem que o mesmo não oferece garantias contra a fraude nem de que a confidencialidade será respeitada.

EFE |

O advogado dos litigantes, um analista político e um de informática, argumentou ao apresentar seu recurso que o sistema usado, como a maior parte dos que até agora são conhecidos e que foram testados no exterior, não é confiável.

A demanda é dirigida contra o sistema de urnas eletrônicas elaboradas pela empresa holandesa Nedap, das quais foram usadas um total de 1.800 nas últimas eleições gerais da Alemanha.

Cerca de dois milhões de cidadãos usaram este sistema eletrônico, que possibilitava votar apertando um botão.

Segundo o advogado Ulrich Karpen o sistema é manipulável, não há possibilidades de comprovação efetivas, como no caso do voto de papel, e também não existem garantias de confidencialidade absoluta, pois o eleitor primeiro se identifica e depois aperta o botão.

Com isto se vulneram prerrogativas fundamentais como a apuração "a plena luz" e em público, já que é a própria urna eletrônica que conta os votos.

O voto eletrônico se baseia, por outro lado, na "confiança cega" do eleitor, indicam os querelantes, Ulrich Wiesner e seu pai Joachim Wiesner.

Os litigantes fundamentam seu recurso em que a Constituição alemã sustenta, em seu artigo 38, que o voto deve ser livre, secreto e que a apuração se tornará "publica". EFE gc/fal

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